Pesquisa: 87% dos motoristas considerariam comprar carro elétrico; preço é entrave
Levantamento do Instituto Locomotiva, de julho, mostra a economia com combustível como atrativo para 78% de quem cogita o elétrico; 84% querem preço menor.
Os percentuais medem intenção declarada de compra, não vendas de veículos.

- 87% dos motoristas ouvidos pelo Instituto Locomotiva considerariam comprar um carro elétrico.
- 78% de quem cogita a compra aponta a economia com combustível como atrativo.
- Para 84% dos entrevistados, um preço menor aumentaria a chance de compra.
Pesquisa do Instituto Locomotiva, feita em julho e noticiada pelo g1 nesta sexta-feira (9), indica que 87% dos motoristas consultados considerariam comprar um carro elétrico. Dentro desse grupo, 50% dizem que certamente fariam a compra e 37% afirmam que provavelmente a fariam.
Entre os entrevistados que cogitam adquirir o veículo, 78% veem como atrativo a possibilidade de reduzir o gasto com combustível, seja a cada quilômetro rodado ou ao longo do tempo. A sustentabilidade é lembrada por 61%, a tecnologia mais avançada por 56% e o maior conforto por 51%.
Na conta dos custos, 76% dos ouvidos acreditam que a economia posterior compensa o investimento, mesmo que o carro elétrico saia mais caro na compra. Outros 24% pensam diferente: para eles, gastar menos com combustível não justifica o valor pago pelo veículo. Em julho, 84% já diziam que o encarecimento do petróleo deixa os elétricos mais atraentes.
A experiência de quem convive com o carro também pesa. Segundo o instituto, 69% dos motoristas conhecem alguém que tem um elétrico, e 92% desses afirmam que os proprietários falam bem do modelo. Entre quem já possui um elétrico ou híbrido, 98% considerariam comprar outro, sendo 85% com certeza e 13% provavelmente.
O preço de aquisição segue como obstáculo: 84% dos entrevistados dizem que a chance de compra cresceria se os carros fossem mais baratos. Renato Meirelles, presidente do Locomotiva, avalia que o desafio é converter a disposição em compra, aproximando o custo de entrada da economia que o consumidor percebe no uso, e ampliar as opções de recarga.
O levantamento coincide com o anúncio, pelo governo Lula, de medidas para frear a alta dos combustíveis, cujo custo é estimado em R$ 5,2 bilhões por mês. Entre elas, os tributos federais sobre a gasolina ficam zerados por 30 dias, prazo que pode ser estendido. Segundo o g1, os conflitos no Oriente Médio pressionam o petróleo: no fechamento de quinta-feira (8), o Brent foi cotado a US$ 104,13 e o WTI, a US$ 91,35.
Imagem: original: Michael Movchin / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
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