Feridas do diabetes que não cicatrizam levam à pesquisa de curativo com impressão 3D
Especialista da SBD explica por que as lesões nos pés demoram a fechar; projeto de estudantes e professores combina material que gera cargas elétricas e óleo de semente de uva.
O curativo ainda é um projeto de pesquisa e não há resultados de eficácia no texto de origem.

- Glicemia alta por muito tempo inflama os vasos e reduz a chegada de sangue e nutrientes aos tecidos, o que atrasa a cicatrização.
- A neuropatia diabética pode deixar os pés insensíveis, e em casos avançados a amputação de um membro pode ser necessária.
- Um projeto do Ensino Einstein desenvolve um curativo impresso em 3D com material que gera cargas elétricas e óleo de semente de uva.
Feridas de difícil cicatrização, principalmente nos pés, são uma complicação frequente do diabetes, e pesquisadores buscam novas formas de tratá-las, segundo reportagem do Poder360 publicada neste domingo (11).
De acordo com a endocrinologista Geísa Maria Campos de Macedo, da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), o problema começa antes da úlcera. Com a glicemia alta por muito tempo, junto com o estresse oxidativo e outras mudanças no metabolismo, os vasos sanguíneos se inflamam e placas de gordura se acumulam, o que pode obstruir artérias e elevar o risco de infarto.
Na avaliação da médica, tudo isso diminui o fluxo de sangue e de nutrientes que chega aos tecidos, algo essencial para fechar uma ferida. A doença também retarda a ação das células de defesa, e o quadro piora com a neuropatia diabética, que afeta os nervos.
A neuropatia atinge com mais frequência os nervos dos pés, que podem ficar insensíveis, e por isso muitas vezes a pessoa nem percebe a lesão. Evitar a necrose exige cuidado constante, a recuperação completa pode levar meses e, nos casos avançados, pode ser necessária a amputação.
Um projeto de pesquisa tenta criar um curativo para ajudar nesse processo. O estudante de Engenharia Biomédica Yunes Natal Menezes Coelho, de 21 anos, do Ensino Einstein, se inspirou no avô, que tem diabetes e teve várias feridas nos pés. A proposta une impressão 3D de um material gelatinoso ao óleo de semente de uva, conhecido pela ação cicatrizante.
Segundo o orientador, o engenheiro de materiais Roger Borges, o material produz pequenas descargas elétricas quando é pressionado, o que pode facilitar a passagem de cálcio para dentro das células e avisar o corpo de que é preciso gerar novas células. A impressão 3D também controla a porosidade do curativo. Para ele, o diferencial é que o produto foi pensado para a pele, já que a maioria dos biomateriais é voltada a ossos.
Imagem: Papa1234 / Wikimedia Commons (Public domain)
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Como cada veículo contou
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- Nativo digital 1
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