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domingo, 11 de outubro de 2026
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Ciência Biologia

Duas equipes de cientistas explicam a origem genética da pelagem laranja dos gatos

Estudos publicados na Current Biology apontam o gene Arhgap36 e a perda de um trecho de DNA de 5 kb, no cromossomo X, como causa do mistério de mais de 60 anos.

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Ilustração da notícia: Duas equipes de cientistas explicam a origem genética da pelagem laranja dos gatos
Em 30 segundos
  • Duas equipes independentes ligaram a pelagem laranja dos gatos ao gene Arhgap36, em estudos publicados na Current Biology.
  • A causa é a perda de um trecho de 5 quilobases de DNA numa região do cromossomo X que não codifica proteínas.
  • Por haver um só cromossomo X, os machos expressam a cor com mais facilidade, o que explica a maioria de machos entre os gatos laranjas.

Duas equipes independentes de pesquisadores identificaram a alteração genética que dá aos gatos a pelagem laranja, uma dúvida que a ciência carregava havia mais de 60 anos. Os resultados foram publicados na revista Current Biology e apontam o gene Arhgap36 como peça central. A mudança está na perda de um trecho de DNA numa região do genoma felino que não codifica proteínas.

Uma das equipes foi liderada pelo geneticista Greg Barsh, da Universidade Stanford. Os pesquisadores viram que as células da pele responsáveis pelos pelos laranjas produziam 13 vezes mais RNA do Arhgap36 do que as células de gatos sem essa cor. Eles esperavam achar a mutação na parte do gene que fabrica a proteína, mas a alteração estava numa sequência anterior, uma deleção de 5 quilobases que aparentemente interfere na atividade do gene.

A deleção apareceu em todos os gatos laranjas analisados num banco de dados com 188 animais. O conjunto reunia 145 animais laranjas, 37 sem nenhum pelo dessa cor e seis com o padrão tricolor ou de escama de tartaruga. O trabalho também confirmou uma hipótese antiga: o gene está no cromossomo X.

Isso esclarece o motivo de os gatos laranjas serem, em sua maioria, machos. Machos têm um único cromossomo X, então uma cópia da alteração basta para produzir a cor. As fêmeas têm dois, e, no desenvolvimento, cada célula desativa ao acaso um deles. Assim, parte da pele expressa a variante laranja e parte não, o que resulta nos padrões escama de tartaruga, de pelos pretos e laranjas, e tricolor, que inclui manchas brancas.

As manchas brancas dependem de outra mutação, que afeta a sobrevivência dos melanócitos, as células que produzem pigmento, durante sua migração no embrião. Raramente, uma fêmea herda a alteração nos dois cromossomos X e passa a ter pelagem majoritariamente laranja. O grupo do geneticista Hidehiro Toh, da Universidade de Kyushu, no Japão, chegou de forma separada ao mesmo gene, o Arhgap36.

Imagem: Miscellaneous contributor / Wikimedia Commons (CC0)

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  1. Olhar DigitalSem classificação Cientistas descobrem o segredo genético dos gatos laranjas
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