Houthis alertam para novos ataques a aeroportos sauditas e companhias suspendem voos
Grupo do Iêmen poupa só Meca e Medina; embaixadas orientam evitar o aeroporto de Riade, e Trump diz estudar entrar na campanha aérea saudita.
Os números de vítimas são do ataque de sábado e podem mudar com novas apurações.
- Os houthis alertaram para novos ataques a aeroportos sauditas, com exceção dos de Meca e Medina.
- O ataque de sábado ao aeroporto de Riade deixou 12 mortos e mais de 300 feridos, segundo o g1.
- Companhias aéreas cancelaram ou suspenderam voos para Riade, e Trump diz que os EUA avaliam entrar nos bombardeios sauditas.
O grupo houthi, do Iêmen, divulgou neste domingo (11) um aviso sobre o risco de novos ataques contra aeroportos sauditas e pediu que companhias aéreas, viajantes e funcionários fiquem longe dessas instalações. O comunicado saiu um dia depois de um ataque ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, que deixou 12 mortos e mais de 300 feridos, segundo o g1.
Na mensagem, os houthis afirmam que os aeroportos e o espaço aéreo sauditas são vulneráveis e se tornaram alvo de suas operações, exceto os de Meca e Medina, cidades sagradas. O grupo também diz que cabe à Arábia Saudita a responsabilidade por falhas na interceptação de ataques. Segundo as informações divulgadas, a explosão de sábado foi às 15h locais, e o sistema de alerta de ameaças do país não emitiu aviso.
Os houthis, apoiados pelo Irã, assumiram a autoria do bombardeio. Em declaração relatada pelo The New York Times, Mohammed al-Bukhaiti, dirigente de alto escalão do grupo, disse que a ação foi uma retaliação aos bombardeios sauditas em território iemenita. O g1 descreve o episódio como o mais letal do tipo no reino em mais de uma década, em meio à escalada dos combates entre os houthis e as forças do governo iemenita, apoiadas pelos sauditas.
As operações no aeroporto foram suspensas temporariamente e, conforme o Flightradar24, os voos com destino a Riade foram desviados ou cancelados. A Kuwait Airways cancelou voos para a capital saudita, e a Etihad Airways e a Qatar Airways suspenderam viagens, algumas até segunda-feira (12). As embaixadas dos Estados Unidos, do Reino Unido, da Espanha e da Alemanha orientaram seus cidadãos a evitar o terminal.
A representação americana informou ainda que funcionários do governo dos EUA na Arábia Saudita precisam de autorização especial para usar o aeroporto. O Canadá avisou que a atividade militar na região afeta as operações aéreas. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, disse a jornalistas, na Casa Branca, que Washington analisa se vai entrar nos ataques aéreos da Arábia Saudita contra o grupo.
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