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domingo, 11 de outubro de 2026
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Meio Ambiente Clima Brasil

Relatório aponta Brasil entre os países mais afetados pelo super El Niño

Projeção liderada pela Universidade de Chicago fala em até 13,3 mil mortes adicionais; municípios em seca extrema saltaram de 4 para 24, diz o Cemaden.

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Os números são projeções e podem mudar conforme a evolução do fenômeno.

Ilustração da notícia: Relatório aponta Brasil entre os países mais afetados pelo super El Niño
Em 30 segundos
  • O relatório estima até 13,3 mil óbitos adicionais ligados ao fenômeno.
  • A ANA calcula em 95% a chance de os efeitos durarem até o início de 2027.
  • Municípios em seca extrema subiram de 4 para 24, segundo o Cemaden.

Um relatório encabeçado pela Universidade de Chicago coloca o Brasil entre os países que mais devem sofrer com o atual El Niño, classificado como super, segundo o iG Último Segundo. O documento estima até 13,3 mil óbitos adicionais e calcula que o mundo pode registrar 44% mais dias de calor extremo na comparação com um ano sem o fenômeno.

O fenômeno decorre do aquecimento atípico das águas superficiais do Pacífico Equatorial. A meteorologista Aline Araújo, do Climatempo, afirma que o evento deste ano ganhou a classificação de muito forte pela intensificação dos efeitos em razão das mudanças climáticas, e que a principal diferença em relação ao início do ano é a certeza de que ele vai ocorrer nessa escala.

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico projeta aquecimento de até 2 graus Celsius nas águas daquela região do Pacífico. No boletim mensal divulgado na quarta-feira (30), referente a setembro, a agência estima em 95% a probabilidade de os efeitos continuarem entre a primavera e o verão, até os primeiros meses de 2027.

Entre os impactos esperados estão seca, alta de temperatura e risco de queimadas no Norte, no Nordeste, no Centro-Oeste e em parte do Sudeste. Segundo o Cemaden, os municípios em seca extrema passaram de 4 para 24 e, em seca severa, de 153 para 197, a maioria no Amazonas, na Bahia, no Amapá, em Alagoas e em Sergipe.

No Sul, a previsão é oposta: chuva mais intensa, com risco de enchente e alagamento, sobretudo no Rio Grande do Sul. Segundo a meteorologista, a região deve ter dias chuvosos, enxurradas e granizo; o Serviço Geológico do Brasil já emitiu mais de 190 boletins de alerta hidrológico para a área em 2026.

A reportagem destaca que os efeitos atingem com mais força a população em situação de vulnerabilidade social. No fim de fevereiro, a região de Juiz de Fora acumulou 752,4 milímetros de chuva, quatro vezes a média do mês, segundo o Inmet, e quase 9 mil pessoas ficaram desabrigadas, de acordo com a Defesa Civil.

Imagem: Copernicus Marine Service Data, EK - GD DEFIS, EC - DG DEFIS, SPACETEC PARTNERS, CE - DG DEFIS / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

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  1. iG Último SegundoSem classificação El Niño: como as novas previsões do clima vão afetar o Brasil
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