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El Niño pode ampliar a seca na Amazônia até o início de 2027

Órgãos federais projetam chuvas abaixo da média e temperaturas mais altas no Norte, com maior risco de queimadas; Sul pode receber volumes elevados

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Ilustração da notícia: El Niño pode ampliar a seca na Amazônia até o início de 2027
Em 30 segundos
  • El Niño pode ficar ativo até o início de 2027 e reduzir as chuvas em partes da Amazônia.
  • Painel da ANA projeta episódio de intensidade muito forte entre outubro e dezembro.
  • Seca prolongada ameaça rios, transporte fluvial, agricultura familiar e qualidade do ar.

O El Niño pode permanecer ativo até o início de 2027 e ameaça ampliar a seca na Amazônia, com redução das chuvas, alta das temperaturas e maior risco de incêndios florestais nos próximos meses, segundo órgãos federais de monitoramento climático.

Segundo o painel de monitoramento divulgado em setembro pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, há chance de um episódio de força máxima entre outubro e dezembro. As projeções indicam déficit de chuva no centro-norte do país e volumes elevados no Sul.

Segundo o Inmet, um dos efeitos do fenômeno no Brasil é a escassez de precipitação em partes das regiões Norte e Nordeste. Já na Amazônia, o encontro entre chuva escassa e calor pode prolongar períodos de estiagem, afetar a vegetação e os rios e elevar a vulnerabilidade da floresta a incêndios, sobretudo em áreas já degradadas.

Os efeitos não são uniformes em toda a região. No Amapá, uma estiagem prolongada pode reduzir a disponibilidade de água, alterar os níveis dos rios e dificultar o transporte fluvial de comunidades, além de atingir agricultura familiar e pesca. O avanço das queimadas pode ainda comprometer a qualidade do ar e agravar problemas respiratórios.

A chuva também pesa sobre o abastecimento e a navegação de moradores ribeirinhos, que dependem dos rios para circular. Os dados sobre focos de calor são acompanhados pelo Inpe, e as condições hidrológicas ficam reunidas no Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos.

Imagem: União da Juventude Mestiça / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

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