Petrobras bate recorde de valor de mercado e chega a R$ 700,08 bilhões
Estatal somou R$ 20,9 bilhões na sexta, com alta de 2,81% das ações preferenciais e de 3,25% das ordinárias, após nova descoberta na Foz do Amazonas.

- A Petrobras fechou a sexta-feira (2) valendo R$ 700,08 bilhões na B3, recorde da companhia.
- A EPE estima até 10 bilhões de barris de óleo equivalente na Bacia da Foz do Amazonas.
- O MPF pediu na segunda-feira a suspensão da licença ambiental para o bloco FZA-M-59.
A Petrobras encerrou o pregão de sexta-feira (2) na B3 valendo R$ 700,08 bilhões, o maior valor de mercado já registrado pela companhia, segundo informou a própria estatal. Somente naquele dia a empresa acrescentou R$ 20,9 bilhões, com as ações preferenciais em alta de 2,81% e as ordinárias de 3,25%.
A valorização veio depois do anúncio de mais um achado de petróleo em camadas ultraprofundas, na área da Margem Equatorial que corresponde à Bacia da Foz do Amazonas. Em entrevista à imprensa na sexta, a presidente da empresa, Magda Chambriard, afirmou que o segundo encontro de óleo no poço Morpho reforça a expectativa de abrir uma frente de exploração inédita no país.
Cálculo da EPE, a Empresa de Pesquisa Energética ligada ao Ministério de Minas e Energia, aponta que a bacia pode guardar até 10 bilhões de barris de óleo equivalente em volume recuperável, medida que reúne petróleo e gás natural.
Foi a quarta vez que a estatal bateu seu recorde de valor de mercado em 2026. As marcas anteriores foram R$ 692,35 bilhões, em 15 de setembro, R$ 680,10 bilhões, em 14 de abril, e R$ 677,24 bilhões, em 30 de março. De janeiro a setembro, a valorização somada a dividendos e juros sobre capital próprio chegou a cerca de 185% em dólar, acima de Chevron e ExxonMobil, com 138% cada, TotalEnergies, com 135%, Shell, com 133%, e BP, com 131%, conforme números divulgados pela companhia.
A exploração na região, no entanto, continua contestada na Justiça. Na segunda-feira (28), o Ministério Público Federal voltou a pedir ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região a suspensão da licença ambiental da Petrobras e a parada imediata de perfurações e testes no bloco marítimo FZA-M-59.
Os procuradores sustentam que episódios recentes mostram a insegurança da operação, entre eles o derramamento no mar, em janeiro, de mais de 18 mil litros de fluido químico durante o trabalho de uma sonda. Também apontam que faltou ouvir previamente indígenas, quilombolas e pescadores artesanais do Amapá e do Pará, consulta prevista na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho.
Imagem: Divulgação Petrobras / ABr / Wikimedia Commons (CC BY 3.0 br)
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