Mercado de bioinsumos deve crescer de 5% a 7% em valor de vendas em 2026
Projeção da ANPII Bio indica alta de cerca de 10% em volume; no primeiro semestre, o faturamento do setor ficou estável, com compras adiadas.
Os números são projeções da associação do setor.

- A ANPII Bio projeta alta de 5% a 7% no valor das vendas de bioinsumos em 2026 e de cerca de 10% no volume.
- No primeiro semestre, o volume subiu 7%, mas o valor das vendas ficou estável.
- A indústria espera para outubro o decreto que regulamenta a Lei de Bioinsumos.
A ANPII Bio, associação que reúne a indústria de biológicos, projeta que o mercado brasileiro de bioinsumos termine 2026 com alta de 5% a 7% no valor das vendas e de cerca de 10% no volume, sempre em relação a 2025. A projeção foi publicada nesta sexta-feira (9) pela CNN Brasil. Os números foram apresentados às associadas no fim de agosto pela consultoria 5P2R Marketing de Precisão.
No primeiro semestre, o volume vendido cresceu 7% sobre o mesmo período do ano passado, mas o faturamento não saiu do lugar. A entidade atribui a diferença a compras postergadas e a preços de insumos agrícolas sob pressão. O segundo trimestre foi o mais fraco: dificuldades com preço e oferta de fertilizantes e a dúvida sobre as cotações futuras das commodities fizeram parte dos produtores deixar as compras para perto do plantio da safra de verão.
Larissa Bonotto, diretora de operações da ANPII Bio, avalia que o aumento do volume mostra que os agricultores seguem adotando biológicos, embora os preços tenham segurado a receita. A associação espera que o ritmo de compras volte a subir na segunda metade do ano.
Os dados vêm de uma plataforma da 5P2R com série histórica desde 2009, que hoje reúne 30 empresas. Segundo ela, produtos que combinam mais de uma função geraram 22% do faturamento do primeiro trimestre de 2026; em 2025, a fatia era de 16%. É o caso de nematicidas-fungicidas e acaricidas-inseticidas biológicos, entre os biodefensivos, e de inoculantes com várias espécies de microrganismos.
Anderson Nora Ribeiro, sócio-fundador da consultoria, vê nessa mudança um sinal de amadurecimento do setor. Das 30 companhias monitoradas, metade trabalha tanto com inoculantes quanto com defensivos biológicos; em 2022, esse grupo era de 26%.
O setor também aguarda a regulamentação da Lei nº 15.070/2024, a Lei de Bioinsumos. A indústria espera o decreto regulamentador em outubro de 2026, passo que deve vir antes das portarias e demais normas complementares.
Imagem: autor desconhecido / Wikimedia Commons (Public domain)
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Como cada veículo contou
O mesmo fato visto de 1 posição. As manchetes abaixo são as originais; a apuração é de cada veículo.
- Tradicional 1
Nenhum destes veículos tem linha editorial documentada pela redação ainda.
