Fiji e Tuvalu recebem a partir de segunda a reunião preparatória da COP31
Encontro de 5 a 8 de outubro quer expor o avanço do mar nas ilhas antes da cúpula do clima na Turquia

- A pré-COP31 ocorre de 5 a 8 de outubro em Fiji e em Tuvalu.
- A cúpula do clima da ONU será em novembro, em Antália, com presidência de Turquia e Austrália.
- Relatório da ONU aponta que o mar sobe nas ilhas o dobro da média mundial.
Ministros, negociadores e um grupo de chefes de governo se reúnem de 5 a 8 de outubro em Fiji e em Tuvalu, na conferência preparatória da COP31. Os encontros devem organizar os temas da cúpula do clima da ONU, marcada para novembro em Antália, na Turquia, segundo a Folha de S.Paulo.
A presidência da COP31 é dividida entre turcos e australianos, arranjo que a Austrália defendeu como caminho para pôr os vizinhos insulares em primeiro plano — o que explica a escolha da região para sediar o encontro preparatório. Para esses países, a reunião é a chance de mostrar de perto os efeitos da crise do clima.
Relatório da Secretaria-Geral das Nações Unidas divulgado em agosto aponta elevação recorde do nível do mar, puxada pelo aquecimento dos oceanos e pelo derretimento de geleiras. Nas ilhas, a subida é o dobro da média mundial, e o documento calcula que 1,2 bilhão de pessoas podem ter de se deslocar até 2050.
A agenda dos principais delegados inclui um dia em Tuvalu, atol que já perde parte do território para o oceano. A expectativa era atrair grandes lideranças, mas, fora do bloco do Pacífico, os organizadores confirmaram só cinco governos: Maldivas, Timor-Leste, Cabo Verde, Tailândia e Antígua e Barbuda.
O ministro do Clima de Vanuatu, Ralph Regenvanu, disse que esperava presença maior e viu no quadro falta de prioridade ao que a região considera sua maior ameaça. O governo de Fiji informa que cerca de 30 representantes de países e instituições vão participar do segmento de líderes, o primeiro com presidentes e primeiros-ministros em uma pré-COP.
Também confirmou presença o ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shisir Khanal, após o desastre de agosto no país: o colapso de uma geleira na fronteira com o Tibete provocou avalanche de água, lama e rochas que deixou cerca de 1.500 mortos nos dois lados.
Imagem: Rosodo / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
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