Geriatra defende incluir vida sexual na rotina de consultas com idosos
Em painel do GeriatRio 2026, médico citou pesquisas segundo as quais só 38% dos homens e 22% das mulheres acima de 50 anos falam do assunto com o médico.
Os números foram citados pelo palestrante, e o texto de origem não detalha as pesquisas.

- Segundo pesquisas citadas, 60% dos pacientes acima de 65 anos não se sentem à vontade para falar de sexo com o médico.
- O geriatra defende incluir o tema na rotina da consulta e na avaliação geriátrica.
- Para ele, a principal barreira à vida sexual na velhice é a saúde física e mental, e não a idade.
Médicos têm dificuldade de falar sobre vida sexual com pacientes idosos, e isso pode atrapalhar o tratamento. A avaliação foi apresentada pelo geriatra Gustavo de Jesus Monteiro, vice-presidente da regional do Rio de Janeiro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG-RJ), em painel do GeriatRio 2026, que ficou lotado, conforme relato publicado em coluna do g1.
Monteiro citou pesquisas segundo as quais 73% das pessoas entre 57 e 64 anos são sexualmente ativas, índice que cai para 53% entre 65 e 74 anos e para 26% na faixa de 75 a 85 anos, grupo em que 54% mantêm ao menos duas ou três relações por mês. Ainda assim, 60% das pessoas acima de 65 anos dizem não ter conforto para abordar o tema com quem as atende.
Segundo os dados apresentados, apenas 38% dos homens e 22% das mulheres com mais de 50 anos conversam sobre sexo com o médico, embora a imensa maioria gostaria que ele tivesse puxado o tema. Para o geriatra, a conversa deve integrar a rotina do consultório e a Avaliação Geriátrica Ampla, além de ocorrer diante de um novo diagnóstico, de cirurgia pélvica ou de mudança de medicamento.
Ele alertou que alguns pacientes largam remédios para pressão ou depressão por causa de efeitos na vida sexual, e que, sem confiança no médico, isso pode ser lido como baixa adesão ao tratamento. Aos 55 anos, a estimativa é de mais 15 anos de vida sexual para homens e dez para mulheres, em média, e de cerca de 16 anos para ambos quando há parceiro.
Para Monteiro, a principal barreira não é a idade, e sim a saúde física e mental: “Mudança não é doença”, disse. Ele descreveu uma intervenção escalonada, que passa por tratar dor, incontinência e depressão, revisar medicamentos, propor adaptações, tratar disfunção erétil e a síndrome geniturinária e, se preciso, encaminhar a outros especialistas.
A infectologista Thelma Flosi, do Hospital Universitário Pedro Ernesto, também defendeu acolhimento e franqueza na abordagem, como forma de proteger os pacientes de infecções sexualmente transmissíveis.
Imagem: Wilfredor / Wikimedia Commons (CC0)
E você, o que achou?
0 reaçõesSua reação é secreta: ninguém vê quem reagiu, só os totais.
Como cada veículo contou
O mesmo fato visto de 1 posição. As manchetes abaixo são as originais; a apuração é de cada veículo.
- Tradicional 1
Nenhum destes veículos tem linha editorial documentada pela redação ainda.
