Pular para o conteúdo
domingo, 11 de outubro de 2026
AGORA
  1. Estudo dos EUA liga vacina do herpes-zóster a risco menor de demência em idosos
  2. Perseverance acha concentração incomum de rochas claras que podem vir do interior de Marte
  3. Pesquisa aponta que divulgação tardia afasta o público das salas de cinema nacional
  4. Paysandu cobra a CBF e chama de xenofóbica fala de locutor em jogo suspenso em Brusque
  5. Câncer de mama: risco sobe após os 50 anos e 51% dos casos no SUS são achados tarde
  6. Explorador americano disse ter achado em 1964 a verdadeira Vilcabamba, refúgio dos incas
  7. FMI prevê choques de preços mais frequentes e alerta para inflação elevada por anos
  8. Uso diário de analgésicos pode esconder a causa da dor, alerta médico

Estudo com 6,1 milhões de pessoas mostra que mulheres relatam mais dor que homens

Pesquisa na Nature Medicine reúne dados de 118 países entre 1990 e 2025 e aponta maior prevalência de dor feminina em todas as regiões do corpo analisadas.

Compartilhar

Os detalhes do estudo vêm de entrevista da pesquisadora à agência EFE, reproduzida pelo g1.

Ilustração da notícia: Estudo com 6,1 milhões de pessoas mostra que mulheres relatam mais dor que homens
Em 30 segundos
  • A pesquisa da Nature Medicine cobre 118 países e mais de 6,1 milhões de participantes.
  • Mulheres tiveram mais dor em todas as 11 regiões do corpo e em todas as fases da vida.
  • Tabagismo, obesidade e condições sociais ruins são os principais fatores de risco citados.

Mulheres têm episódios de dor mais frequentes que os homens, de acordo com pesquisa divulgada na revista científica Nature Medicine. O levantamento cobre mais de 6,1 milhões de pessoas, de 118 nações, com informações coletadas entre 1990 e 2025 e idades de 5 a 100 anos.

Foram analisadas 11 partes do corpo, entre elas cabeça, rosto, pescoço e ombro, tórax, abdômen, quadril, joelho e pé. A pesquisadora Marta Miret, professora de Psiquiatria da Universidade Autônoma de Madri, disse à agência EFE que a prevalência feminina foi maior em todas as regiões e em todas as fases da vida.

Para Miret, as causas são múltiplas. Ela cita doenças que provocam dor e foram pouco estudadas, como enxaqueca menstrual, endometriose e artrite reumatoide. Também aponta a dupla carga de trabalho e de cuidado com a família, que deixa menos tempo para tratar o problema e favorece a cronificação. Segundo a pesquisadora, expectativas socioculturais levam os homens a falar menos sobre dor.

O estudo concluiu que a dor não cresce de modo uniforme com a idade. Em sete das 11 regiões, ela atinge um pico na meia-idade e depois diminui. A dor de cabeça tem pico por volta dos 34 anos, a abdominal, aos 23, a facial, aos 45, e a de pescoço e ombros, perto dos 62. Já a dor em costas, quadril e joelho aumenta ao longo da vida adulta e chega ao máximo por volta dos 75 anos.

Entre países com diferentes níveis de desenvolvimento, as curvas são parecidas na juventude, mas divergem muito depois dos 65 anos. Nações com menor Índice de Desenvolvimento Humano registram bem mais dor na terceira idade que as de IDH alto.

Os autores apontam tabagismo, obesidade e condições econômicas e sociais ruins como principais fatores de risco. Como todos podem ser modificados, defendem esforços para reduzi-los. Segundo Miret, a dor é a segunda maior causa de incapacidade no mundo, atrás da depressão.

Imagem: Panchami2507 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

E você, o que achou?

0 reações
0% concordam 0% discordam

Sua reação é secreta: ninguém vê quem reagiu, só os totais.

Como cada veículo contou

O mesmo fato visto de 1 posição. As manchetes abaixo são as originais; a apuração é de cada veículo.

Origem
  • Tradicional 1
Linha editorial

Nenhum destes veículos tem linha editorial documentada pela redação ainda.

Como classificamos as fontes
  1. g1Tradicional Mulheres sentem dor com maior frequência do que homens, aponta estudo
Como fazemos as notícias

Mais em Saúde