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domingo, 11 de outubro de 2026
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Meio Ambiente Desastres Brasil

Só 1,83% dos alertas de desastres por SMS no Brasil trazem as informações essenciais

Estudo da PUCPR analisou 73.701 mensagens de defesa civil enviadas entre 2018 e 2023 e aponta falta de local, danos e duração do risco nos textos.

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Ilustração da notícia: Só 1,83% dos alertas de desastres por SMS no Brasil trazem as informações essenciais
Em 30 segundos
  • Só 1,83% dos alertas por SMS entre 2018 e 2023 tinham todos os elementos essenciais, segundo a PUCPR.
  • A localização precisa aparece em 5,9% das mensagens e o horário de término do risco em 9%.
  • O estudo cita o limite de 160 caracteres e recomenda combinar SMS com outros canais.

Um estudo da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) concluiu que apenas 1,83% dos alertas de desastres enviados por SMS no Brasil, entre 2018 e 2023, reuniam todos os itens tidos como indispensáveis a uma comunicação eficaz. A pesquisa, assinada por Murilo Noli da Fonseca e Luciene Pimentel da Silva, foi noticiada neste sábado (10) pela Agência Brasil.

Os pesquisadores examinaram 73.701 mensagens de até 160 caracteres, disparadas por órgãos de proteção e defesa civil e cadastradas no sistema da Anatel. Cada texto foi classificado por fonte, perigo, localização, orientações e tempo, com base na Classificação e Codificação de Desastres (Cobrade).

Entre as falhas, os danos potenciais do perigo aparecem em 7,7% das mensagens, a localização precisa em 5,9% e o horário de término do risco em 9%. Em 76,2% dos casos, o texto sequer indicava o tipo de mensagem (aviso, comunicado, alerta ou advertência). A palavra "alerta" surge em 19% das mensagens, "aviso" em 2,2% e "atenção" em 1,8%.

Segundo Luciene, quem recebe o texto precisa conseguir saber se está em risco, o que acontece, onde, o que fazer e por quanto tempo deve ficar atento. Para a pesquisadora, quanto mais clara e específica a mensagem, maior a chance de ela servir de base para uma decisão.

O estudo também aponta o limite de 160 caracteres do SMS como obstáculo para textos mais completos. Como saída, cita o uso combinado de canais como Cell Broadcast, aplicativos de mensagens e sistemas locais, caminho adotado mais recentemente no país. Murilo Fonseca afirma que nenhum canal isolado atende a todas as situações e que um sistema multicanal deve considerar o perfil da população, como idosos e pessoas com deficiência, além do território e do tipo de fenômeno.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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