Pular para o conteúdo
domingo, 11 de outubro de 2026
AGORA
  1. Barco com 305 migrantes naufraga no Djibuti; OIM contabiliza 109 mortos
  2. Investigação da BBC indica reconstrução ampliada da residência de Putin em Sochi
  3. Nova espécie de cobra-cega recebe o nome Siphonops maria, o mais comum do Brasil
  4. Duas equipes de cientistas explicam a origem genética da pelagem laranja dos gatos
  5. Empresários cubano-americanos de Miami planejam negócios em Cuba para o pós-regime
  6. Projeto na Câmara pune quem divulga maus-tratos contra animais na internet
  7. Houthis alertam para novos ataques a aeroportos sauditas e companhias suspendem voos
  8. Feridas do diabetes que não cicatrizam levam à pesquisa de curativo com impressão 3D

Abert pede ao STF a suspensão da MP que proibiu as bets no país

Entidade das emissoras de rádio e TV diz que o veto imediato à publicidade atinge seus associados e alega que faltou urgência para justificar a medida.

Compartilhar
Ilustração da notícia: Abert pede ao STF a suspensão da MP que proibiu as bets no país
Em 30 segundos
  • A Abert pediu ao ministro Luiz Fux a suspensão dos efeitos da MP que proibiu as bets.
  • A entidade alega que as emissoras foram atingidas pelo veto imediato à publicidade do setor.
  • ANJL e IBJR já tinham aberto uma ação direta de inconstitucionalidade contra a mesma medida.

A Abert, associação que representa as emissoras de rádio e televisão do país, pediu ao Supremo Tribunal Federal que suspenda os efeitos da medida provisória que proibiu as apostas de quota fixa, as bets, no Brasil. Segundo a Agência Brasil, a peça foi dirigida ao ministro Luiz Fux, relator de três ações que discutem o marco legal do setor, aprovado e sancionado em 2023. A entidade sustenta que a MP precisa ficar suspensa até que essas ações sejam julgadas.

O argumento central é que as emissoras foram atingidas de forma direta pela norma. A medida vetou de imediato qualquer patrocínio, marketing, propaganda e publicidade ligados às apostas, em meios físicos ou digitais. Para a associação, isso transforma os veículos de comunicação em destinatários diretos das obrigações e das sanções previstas, e não apenas os operadores de apostas.

A Abert afirma ainda que houve desvio de finalidade, porque não teria sido demonstrada a urgência exigida para o uso de uma medida provisória. A entidade critica o fato de o governo ter desmontado por ato unilateral um regime jurídico que ele mesmo encaminhou ao Congresso e depois sancionou, o que, na avaliação dela, fere a segurança jurídica e a confiança legítima. "O dano já está em curso", diz o documento protocolado.

O pedido se soma a uma ação direta de inconstitucionalidade aberta pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) contra a mesma MP. As entidades do setor alegam que a mudança foi abrupta e provocou prejuízos bilionários a empresas que investiram confiando nas regras que estavam em vigor.

A proibição foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sexta-feira passada, dia 25, e vale para todo o território nacional. Ela alcança a exploração, a oferta, a intermediação e a divulgação das apostas de quota fixa, e as plataformas já estão impedidas de aceitar novas apostas.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

E você, o que achou?

0 reações
0% concordam 0% discordam

Sua reação é secreta: ninguém vê quem reagiu, só os totais.

Como cada veículo contou

O mesmo fato visto de 1 posição. As manchetes abaixo são as originais; a apuração é de cada veículo.

Origem
  • Público ou oficial 1
Linha editorial

Nenhum destes veículos tem linha editorial documentada pela redação ainda.

Como classificamos as fontes
  1. Agência BrasilPúblico ou oficial Associação de emissoras de rádio e TV pede suspensão de MP das bets
Como fazemos as notícias

Mais em Justiça