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Ciência Astronomia Paranal, Chile

Telescópio no Atacama chega a sete lasers que criam estrelas falsas no céu

A óptica adaptativa usa o ponto luminoso artificial como referência para desfazer a distorção que a atmosfera causa nas imagens.

atualizada 2 out
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Ilustração da notícia: Telescópio no Atacama chega a sete lasers que criam estrelas falsas no céu
Em 30 segundos
  • O VLT, em Paranal, no Chile, soma sete lasers, com o último instalado no fim de 2025.
  • Quatro lasers de estruturas diferentes foram disparados juntos pela primeira vez.
  • A óptica adaptativa usa espelhos deformáveis para corrigir a distorção da atmosfera.

O Telescópio Muito Grande (VLT), operado pelo Observatório Europeu do Sul (OES) em Paranal, no deserto do Atacama, no Chile, passou a contar com sete lasers usados para gerar estrelas artificiais nos confins da atmosfera terrestre. A instalação do último deles foi concluída no fim de 2025, segundo a BBC, que visitou as instalações. Em uma das noites, os astrônomos acionaram ao mesmo tempo, pela primeira vez, quatro lasers disparados de estruturas separadas no topo da montanha.

O recurso existe para contornar um problema que atinge só os telescópios instalados em solo: a camada de gases ao redor do planeta. Ela distorce a luz das estrelas antes que ela chegue ao espelho do telescópio, e as condições atmosféricas mudam o tempo todo.

"A nossa atmosfera nos protege, o que é fantástico", disse a astrônoma Amelia Bayo, cientista de projetos do OES. Para quem observa o céu, no entanto, ela prejudica a nitidez da luz que vem de estrelas e galáxias. Sem compensar esse efeito, segundo Bayo, a estrela salta de posição no detector e a imagem sai borrada.

A solução é a chamada óptica adaptativa. Depois de atingir o espelho principal, a luz distorcida é refletida para um espelho menor, capaz de mudar de forma e cancelar a deformação. No VLT, um desses espelhos usa materiais piezoelétricos, que geram carga elétrica e alteram o formato em alta velocidade, e fica suspenso dentro de um campo magnético, praticamente flutuando, descreve a astrônoma.

Para que a correção funcione, o sistema precisa de um ponto de referência fixo e bem brilhante no céu, e é esse papel que a estrela criada pelo laser cumpre. A ideia de usar lasers em astronomia remonta à Guerra Fria, quando as Forças Armadas dos Estados Unidos desenvolveram tecnologia para rastrear satélites da União Soviética, e depois foi aproveitada pelos observatórios em terra.

Imagem: ESO/G. Hüdepohl ( atacamaphoto.com ) / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

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  1. g1Tradicional Por que astrônomos fabricam estrelas falsas com lasers gigantes?
  2. Olhar DigitalSem classificação Lasers gigantes criam estrelas artificiais no céu do Atacama
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