Rede monta pontos de coleta para ribeirinhos atingidos pela estiagem no Amazonas
Meta é reunir 23,4 toneladas de alimentos e água até 31 de outubro para comunidades da região metropolitana de Manaus.

- A campanha quer reunir 23,4 toneladas de alimentos e água até 31 de outubro.
- O Amazonas está em situação de emergência nos 62 municípios desde 21 de setembro.
- A entrega das cestas às comunidades está prevista para 8 a 22 de novembro.
A rede colaborativa Converge Amazônia começou em outubro a montar uma malha de postos para receber doações de água potável e de comida que não estraga, destinadas a comunidades ribeirinhas atingidas pela estiagem na região metropolitana de Manaus. A ação faz parte da Campanha Humanitária Amazônia Solidária 2026 e tem como meta reunir 23,4 toneladas de doações até o dia 31 deste mês, segundo a Agência Brasil.
O material deve chegar a comunidades das bacias do Puraquequara e do Tarumã-Açu, além das áreas de Jatuarana, Paraná da Eva, Paraná do Terra Nova e Janauari, incluindo as localidades de Vila Nova e Nova Vila.
O governo do Amazonas decretou situação de emergência nos 62 municípios do estado em 21 de setembro, diante da previsão de chuvas abaixo da média ligada às condições do El Niño. Levantamentos citados pela agência apontam que a seca na Amazônia alcançou 38% das áreas habitadas no episódio anterior do fenômeno.
Para o coordenador-geral da rede, Matheus Amazônia, o objetivo é organizar a ajuda que chega às famílias com dificuldade de acesso a água, comida e outros itens essenciais. "O rio é caminho, fonte de alimento e parte da nossa vida", afirmou, ao explicar que o isolamento fluvial desorganiza a rotina das comunidades.
A arrecadação nos pontos que aderirem à campanha começa na terça-feira (6), com uma semana de mobilização reforçada entre 21 e 27 de outubro. O que for recolhido será transformado em cestas de cerca de 23,4 quilos, entregues de 8 a 22 de novembro por via terrestre e fluvial, conforme os cadastros validados pelas lideranças locais.
A organização afirma que negocia apoio dos Correios, da Força Aérea Brasileira e de companhias aéreas para receber doações de outros estados, sem confirmação até agora. Quem quiser abrir um ponto de coleta precisa preencher um formulário de adesão disponível na internet.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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