Pacientes com câncer em Curitiba relatam mudanças no tratamento após decisão da Amil
Beneficiários do Instituto de Oncologia do Paraná dizem receber autorizações para outro hospital e temem atrasos na terapia.
A operadora não foi ouvida nesta reportagem.

- Beneficiários da Amil no Instituto de Oncologia do Paraná relatam autorizações para outro hospital sem pedido.
- Liminar obtida em fevereiro na Justiça do Paraná assegura o atendimento dos pacientes no IOP.
- Pacientes registraram reclamação na ANS e temem atraso ou interrupção do tratamento.
No meio do Outubro Rosa, pacientes em tratamento do câncer em Curitiba relatam dificuldades para continuar acompanhados no mesmo local. Beneficiários da Amil que fazem terapia no Instituto de Oncologia do Paraná (IOP) dizem ter recebido autorizações para outro hospital sem terem pedido a mudança.
Os relatos incluem demora na liberação de procedimentos e medicamentos, informações divergentes sobre o credenciamento do instituto e contatos de outra instituição de saúde afirmando que o tratamento passaria a ser feito ali. Há pessoas recém-diagnosticadas, pacientes de anos na mesma equipe e uma mulher de 78 anos que diz manter a mesma médica há cerca de oito anos.
Em comum, todos dizem não querer mudar de lugar e temem que a situação provoque atrasos ou interrupções na terapia. A situação também envolve decisão judicial: segundo os pacientes e o próprio IOP, uma liminar obtida em fevereiro na Justiça do Paraná assegura que os beneficiários continuem sendo atendidos no local.
Um paciente em imunoterapia há um ano e meio contou que, na aplicação mais recente, soube que o procedimento havia sido autorizado para outro hospital. Como a data estava perto, ele fez a sessão no outro local para não perder a dose, mas afirmou que não queria trocar. Ele registrou reclamação na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e ainda não sabe onde fará a próxima aplicação.
Outra paciente, em acompanhamento desde 2020, disse ter recebido aviso da Amil sobre o descredenciamento do IOP. Os pacientes pedem esclarecimentos sobre o vínculo do instituto com a operadora e querem seguir no local onde estão desde o início do tratamento.
Ilustração gerada por IA (FLUX-2-klein-9b-base)
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