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domingo, 11 de outubro de 2026
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Saúde San José

Investir bem em saúde pode evitar 739 mil mortes e somar R$ 1 trilhão ao PIB

Estudo do McKinsey Health Institute projeta ganho de 5 anos na expectativa de vida brasileira e retorno de 2,1 para cada dólar aplicado

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Ilustração da notícia: Investir bem em saúde pode evitar 739 mil mortes e somar R$ 1 trilhão ao PIB
Em 30 segundos
  • Investir em ações eficazes de saúde pode prevenir 739 mil mortes prematuras no Brasil até 2050, estima o McKinsey Health Institute.
  • O estudo analisou cerca de 300 intervenções que cobrem 90 doenças e 27 fatores de risco, responsáveis por 85% dos problemas de saúde no mundo.
  • No Brasil, cada dólar investido em ação eficaz somaria 2,1 dólares ao PIB e a expectativa de vida chegaria a 85 anos.

Aumentar o investimento em saúde de forma direcionada para ações comprovadamente eficazes pode evitar 739 mil mortes prematuras no Brasil e somar mais de R$ 1 trilhão ao Produto Interno Bruto até 2050. A estimativa vem do recorte nacional da pesquisa A saúde das nações, do McKinsey Health Institute.

O estudo foi apresentado nesta terça-feira (6) num encontro com jornalistas latino-americanos promovido pela farmacêutica Roche, na capital da Costa Rica. Para Brad Herbig, diretor de dados de saúde do instituto, aumentar o valor investido não basta: os recursos precisam ir para medidas que entreguem o melhor resultado pelo menor custo.

A pesquisa analisou cerca de 300 intervenções com respaldo científico e comprovada custo-efetividade, capazes de cobrir 90 doenças e 27 fatores de risco responsáveis por 85% dos problemas de saúde que mais afetam a população mundial. Entre as medidas estão tributar mais cigarro e bebida para desestimular o consumo, proteger trabalhadores de poluentes nas fábricas, manter vacinação em alta cobertura e fazer exames preventivos em ao menos 75% do público-alvo, além de cirurgias no prazo e incorporação gradual de medicamentos mais avançados.

No Brasil, o cenário apontado pelas intervenções eleva em 5 anos a expectativa de vida, que chegaria a 85 anos, e a pessoa viveria 76 anos em boa saúde, o que representa 9 anos a mais que a estimativa atual. O retorno financeiro vem do ganho de produtividade com menos adoecimento e menos morte de gente jovem: a cada dólar aplicado em ação eficaz, 2,1 dólares seriam somados ao PIB.

Herbig defende que a evidência científica ocupe lugar central nas decisões e na comunicação sobre o tema. Investir na saúde das pessoas não é só gasto, argumentou, porque também alimenta o crescimento do país e a competitividade da economia.

Imagem: Agência Brasília / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

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