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domingo, 11 de outubro de 2026
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Meio Ambiente Amazônia Pan-Amazônia

Fogo supera o desmatamento como fonte de carbono na Amazônia, mostra estudo

Satélites registraram 791 milhões de toneladas de CO2 só pelo fogo em 2024, sete vezes a média dos dois anos anteriores, em 3,3 milhões de hectares queimados

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Ilustração da notícia: Fogo supera o desmatamento como fonte de carbono na Amazônia, mostra estudo
Em 30 segundos
  • Fogo liberou 791 milhões de toneladas de CO2 na Pan-Amazônia em 2024 e superou o desmatamento como emissor.
  • O volume é sete vezes a média dos dois anos anteriores e equivale às emissões anuais da Alemanha.
  • Desmatamento mais degradação atingiu 6,64 milhões de hectares, o pior resultado em mais de duas décadas.

O fogo emitiu 791 milhões de toneladas de dióxido de carbono na Pan-Amazônia em 2024 e ultrapassou o desmatamento como fonte de carbono no bioma, segundo estudo do Centro Comum de Pesquisa da Comissão Europeia publicado na revista Biogeosciences. É a primeira vez que isso acontece no recorte de 2022 a 2024.

Os satélites detectaram queima contínua em 3,3 milhões de hectares de floresta. Cruzando essas marcas com modelos de biomassa e de combustão, a equipe calculou 791 milhões de toneladas, com margem de 86 milhões — o patamar equivale a sete vezes a média dos dois últimos anos e se aproxima das emissões anuais da Alemanha.

As emissões atribuídas ao desmatamento somaram cerca de 625 milhões de toneladas de CO2. Juntos, desmatamento e degradação por fogo chegaram a aproximadamente 1.416 milhões de toneladas. No total, os distúrbios florestais do ano alcançaram 6,64 milhões de hectares, pico em mais de duas décadas e salto de 152% sobre a média recente.

A virada não significa que a conversão da floresta tenha deixado de importar: muda o peso relativo dos mecanismos. Depois de queimar, a floresta mantém parte da estrutura, mas perde massa vegetal, tem árvores que morrem depois e fica exposta a novos fogos — o que faz de um episódio de uma estação um problema de vários anos.

O Brasil concentrou cerca de 50% da área de degradação em larga escala e 61% das emissões por fogo; a Bolívia respondeu por 32% das emissões e teve 9% de sua floresta intacta atingida. Os autores apontam a combinação de seca extrema, fragmentação da paisagem e escapes de fogo ligados a pastagem e grilagem.

Imagem: Andre Deak / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

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  1. Revista AmazôniaSem classificação Fogo libera 791 milhões de toneladas de CO2 e supera o desmate como emissor, na Amazônia
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