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Botos-cinza da Baía dos Golfinhos, em Pipa, têm 30 comportamentos catalogados

Estudos registram entrada quase diária dos animais na enseada de Tibau do Sul (RN), mais ativos na maré baixa, e mapeiam sete categorias de comportamento

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Ilustração da notícia: Botos-cinza da Baía dos Golfinhos, em Pipa, têm 30 comportamentos catalogados
Em 30 segundos
  • Boto-cinza é visto quase todos os dias na enseada conhecida como Baía dos Golfinhos
  • Pesquisa enumerou 30 ações de superfície dos animais, repartidas em sete grupos
  • Animais ficam mais ativos com a maré baixa, quando a enseada está mais rasa

Em Pipa, no Rio Grande do Norte, o encontro com golfinho dispensa sorte e barco: a Baía dos Golfinhos, enseada do distrito de Tibau do Sul, recebe os botos-cinza quase todos os dias. Pela frequência do lugar, cientistas da área passaram anos anotando o que os animais fazem ali dentro.

Um estudo na Revista Brasileira de Zoologia aponta que o boto-cinza — golfinho de pequeno porte, bastante comum no litoral brasileiro — é avistado todos os dias na praia de Pipa. Já uma dissertação ligada à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) apontou que o bicho aparece com mais frequência e fica mais ativo na maré baixa, quando a enseada está mais rasa.

O cardápio dentro da baía vai além de caçar. Um trabalho na revista Psicologia: Reflexão e Crítica enumerou 30 ações de superfície, repartidas em sete grupos — entre eles alimentação, locomoção, brincadeira social e brincadeira com objetos. Na hora de comer, os botos seguem a presa, giram 360 graus e aplicam o bote final, o que mostra a enseada servindo, ao mesmo tempo, de área de alimentação e de convívio.

Outra pesquisa da UFRN mediu mergulhos curtos: menos de dois minutos sem respirar e abaixo de 10 metros de profundidade, padrão típico de golfinho costeiro. A paisagem em volta também explica o refúgio: falésias da Formação Barreiras cobertas em parte por dunas, segundo estudo da revista Geociências da Unesp, e um pedaço de Mata Atlântica preservado no Parque Estadual Mata da Pipa, cuja criação foi pelo Decreto Estadual 19.341, em 2006.

Como os botos se comportam ali dentro, a orientação dos pesquisadores é observar à distância, sem perseguir os botos e sem tocá-los. Os animais aparecem o ano todo, e o Climatempo, com médias de 30 anos para Tibau do Sul, aponta novembro registrando 29 mm, o mês mais seco, e junho somando 184 mm, o mais chuvoso.

Imagem: Bjørn Christian Tørrissen / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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  1. Brasil 247Sem classificação Os botos-cinza de uma baía potiguar aparecem todos os dias, ficam mais ativos na maré baixa e tiveram 30 comportamentos catalogados por cientistas
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