Espanha retira último acampamento de imigrantes de praia em Ceuta antes de visita do rei
Transferência para barracas temporárias teve confusão e uso de balas de borracha, segundo o g1. Estimativa local é de 13 mil imigrantes que ficaram no enclave.
O número de imigrantes que permaneceram em Ceuta é uma estimativa de autoridades locais.

- A polícia espanhola removeu o último acampamento de imigrantes nas praias de Ceuta neste domingo (11).
- A transferência para barracas temporárias teve confrontos e uso de balas de borracha, segundo o g1.
- Estimativas de autoridades locais indicam que 13 mil imigrantes seguem em Ceuta depois da chegada em massa no fim de julho.
A polícia da Espanha retirou neste domingo (11) o último acampamento de imigrantes que restava em praias de Ceuta, território espanhol no norte da África, informou o g1. A ação ocorreu dois dias antes de uma visita do rei ao local.
Segundo o g1, a retirada começou no mês passado, com a abertura de um abrigo temporário no porto, com capacidade para 1.700 pessoas. Os imigrantes que estavam instalados de forma precária na areia foram levados para barracas montadas pelo governo espanhol.
Houve confusão durante a transferência. Imagens da emissora estatal TVE mostraram policiais contendo aglomerações de pessoas que queriam garantir um lugar no alojamento. De acordo com o g1, quem passou a noite na praia aplaudiu o início da operação, mas depois surgiram confrontos pela disputa das vagas limitadas.
Segundo a reportagem, os policiais deram tiros de bala de borracha para o alto e acertaram vários imigrantes com cassetetes, até a situação ser controlada e a operação ser retomada.
Os acolhidos fazem parte de mais de 70 mil pessoas que chegaram a Ceuta numa migração em massa no fim de julho, conforme o g1. A maioria voltou quase de imediato ao Marrocos, e a estimativa de autoridades locais é de 13 mil pessoas que ficaram no território.
O território tem 18,5 km² de área e cerca de 80 mil moradores. A população cobra o retorno à normalidade, e há manifestações quase diárias. O governo central tenta acelerar as devoluções, mas a lei exige identificar cada pessoa para saber se tem direito a asilo ou pode ser devolvida, e milhares de menores de idade precisam de proteção especial.
Ilustração gerada por IA (FLUX-2-klein-9b-base)
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