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domingo, 11 de outubro de 2026
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Economia Mineração Pará

ANM vê no Pará condições para liderar a oferta de minerais da transição

Estado concentra 19,8 mil processos minerários de minerais críticos, mais da metade dos registrados na Amazônia Legal, afirma a agência.

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Ilustração da notícia: ANM vê no Pará condições para liderar a oferta de minerais da transição
Em 30 segundos
  • O Pará tem 19,8 mil processos minerários de minerais críticos, segundo a ANM.
  • Cobre, manganês, bauxita e níquel são apontados como os minerais mais estratégicos do estado.
  • A agência condiciona o aproveitamento a investimento em logística, energia e segurança jurídica.

O Pará reúne "condições excepcionais" para ocupar posição de destaque no fornecimento de minerais necessários à transição energética. A avaliação é de José Fernando Gomes Júnior, um dos diretores da ANM, a Agência Nacional de Mineração, em entrevista ao jornal O Liberal. Ele se apoia no estudo "Amazônia Legal: Minerais Críticos e Estratégicos", lançado pelo órgão em julho.

Entre os minerais que considera mais estratégicos, o diretor citou o cobre, usado na eletrificação e nas redes de transmissão, e o manganês, empregado na siderurgia e em tecnologias de armazenamento de energia. Também apontou a bauxita, matéria-prima do alumínio aplicado em veículos, infraestrutura e equipamentos de energia renovável, e o níquel, insumo de baterias.

Segundo ele, o minério de ferro continua central para a economia estadual, sobretudo pelo peso da Província Mineral de Carajás. Ainda assim, avalia que cobre, níquel, manganês e terras raras devem ganhar importância nas próximas décadas, acompanhando as tendências globais de descarbonização.

Dados da agência indicam que o estado concentra 19,8 mil processos minerários ligados a minerais críticos e estratégicos, mais da metade de todos os registrados na Amazônia Legal. A ANM atribui essa concentração ao potencial geológico do território e à variedade de substâncias presentes nele, parte ainda não totalmente mapeada.

Para o diretor, aproveitar essa posição depende de aporte continuado em logística e energia, de maior segurança jurídica, de inovação tecnológica e de qualificação de mão de obra. Ele sustenta que poucas regiões no mundo combinam, ao mesmo tempo, abundância de recursos, escala de produção e experiência operacional.

Imagem: NASA Earth Observatory / Wikimedia Commons (Public domain)

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Como classificamos as fontes
  1. O LiberalSem classificação Minerais estratégicos colocam o Pará no mapa da transição energética
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