Poder de compra de adubo do cafeicultor recua 19,4% em setembro, diz Cepea
Produtor precisou de 19,4% mais café que em agosto para comprar o mesmo adubo, segundo o Cepea/Esalq; clima, com o El Niño, deve pesar nos preços.

- O produtor precisou de 19,4% mais café em setembro para comprar o mesmo adubo que em agosto, segundo o Cepea/Esalq.
- O arábica ficou na casa de R$ 1.600 por saca em 2026, abaixo do pico de R$ 2.700 do ano anterior.
- O Cepea diz que o clima, em especial o El Niño, deve ditar boa parte dos preços nos próximos meses.
O cafeicultor das principais regiões produtoras do país chegou a setembro com menos poder de compra de fertilizantes no início da adubação da safra 2027/28. Segundo análise do Cepea/Esalq, da USP, em Piracicaba (SP), divulgada em boletim na quinta-feira (8), o produtor precisou de 19,4% mais café do que em agosto para adquirir a mesma quantidade de adubo. A conta usa a cotação do arábica medida pelo Cepea/Esalq e o valor médio dos fertilizantes em São Paulo.
De acordo com o g1, o interior paulista e o Sul de Minas passaram por esse quadro, depois de um inverno com chuva acima do normal em grande parte das lavouras do Sudeste. O indicador do arábica de setembro ficou abaixo dos patamares de 2025, quando as cotações tocaram as máximas históricas da série, com a saca chegando a R$ 2.700.
Em 2026, segundo o Cepea, os preços ficaram na casa de R$ 1.600 por saca de 60 kg para o arábica e de R$ 990 para o robusta. Agentes do setor ouvidos pelo centro dizem que boa parte dos cafezais já recebeu adubo, mas uma nova aplicação deve ocorrer nos últimos meses de 2026 e no início de 2027. Por isso, o planejamento das compras pode já estar em andamento.
Para os próximos meses, o Cepea avalia que o clima, em especial o El Niño, deve ditar boa parte do comportamento dos preços. O tempo mais úmido no início de setembro foi favorável à temporada 2027/28 em diversas regiões, embora o quadro varie conforme a localidade.
A safra 2026/27 teve produção volumosa, mas com alto índice de cafés de bebida prejudicada, o que pode manter a oferta mais restrita e limitar pressões de baixa mais fortes sobre as cotações, segundo o centro. O Cepea afirma ainda que o mercado mundial depende muito do volume colhido no Brasil, onde a próxima safra deve ter bienalidade baixa. Como parte das lavouras carregou volume elevado em 2026/27, pode ser relevante a proporção de talhões conduzidos à safra zero no ciclo seguinte.
Chuvas fora do padrão em julho nas principais regiões de arábica já haviam gerado alerta para a qualidade dos grãos e para as exportações. Na ocasião, cerca de 30% da safra 2026/27 ainda não tinha sido colhida e ficou exposta ao clima, e as cotações de arábica e robusta subiram naquele mês, mesmo com mais oferta.
Imagem: Franz Eugen Köhler / Wikimedia Commons (Public domain)
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Como cada veículo contou
O mesmo fato visto de 1 posição. As manchetes abaixo são as originais; a apuração é de cada veículo.
- Tradicional 1
Nenhum destes veículos tem linha editorial documentada pela redação ainda.
