Confiança do consumidor nos EUA cai para 46,3 e fica perto do pior nível da série
Índice preliminar da Universidade de Michigan recuou ante os 48,1 de setembro; economista do ING aponta pressão sobre as famílias antes das eleições de meio de mandato.
A leitura é preliminar e pode ser revista na divulgação final.

- O índice preliminar de Michigan caiu para 46,3 em outubro, ante 48,1 em setembro.
- Se confirmado, será o segundo menor valor desde o início da série, há 74 anos.
- Segundo pesquisa citada, 87% dos americanos veem mau momento para comprar uma casa.
A confiança do consumidor nos Estados Unidos voltou a cair em outubro. A leitura preliminar do índice da Universidade de Michigan, muito observado pelo mercado, ficou em 46,3, contra 48,1 em setembro. Segundo a CNN Brasil, o número ficou abaixo do esperado e, se for confirmado na versão final, será o segundo menor da história do indicador.
A série tem 74 anos de registros. Isso significa, de acordo com a reportagem, que o humor dos americanos está pior do que em momentos como o conflito no Vietnã, o choque do petróleo nos anos 1970, os atentados de 11 de setembro, a Grande Recessão e a pandemia de Covid-19. Cinco dos resultados mais baixos já medidos aconteceram em 2026, e o piso foi em maio.
James Knightley, economista-chefe internacional do banco ING, afirmou que o dado mostra o quanto as pessoas se sentem pressionadas e que não é um bom sinal para os republicanos, com as eleições de meio de mandato se aproximando. A reportagem lembra que a gasolina ficou mais cara nos últimos meses, que a inflação ganhou algum fôlego e que os juros voltaram a subir.
O pessimismo convive com indicadores que apontam uma economia em bom ritmo. Knightley explica o descompasso com a ideia de uma economia em forma de “K”: as famílias de renda alta puxam o consumo, enquanto as demais sentem o aperto. Ele citou dados do Federal Reserve segundo os quais os 20% mais ricos, com renda anual a partir de US$ 155 mil, concentram mais de 70% da riqueza do país e respondem por 40% de todos os gastos.
Para o economista, o relatório também acende um alerta sobre a disposição de gastar. Na pesquisa, 73% dos entrevistados consideram um mau momento para comprar eletrodomésticos, 78% dizem o mesmo sobre veículos e 87% sobre imóveis. Ele ressalta que esses são setores centrais para a atividade econômica e que uma correção na bolsa poderia abalar a narrativa de crescimento. A matéria também registra que as expectativas de inflação subiram.
Imagem: MusikAnimal / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
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