Tereza Cristina quer presidir o Senado e não descarta disputa com Alcolumbre
Em entrevista, a senadora do PP-MS também disse que vai buscar emendas à PEC do fim da escala 6x1, que deve ser votada na quarta-feira (14).

- Tereza Cristina (PP-MS) diz querer presidir o Senado e não descarta concorrer com Davi Alcolumbre.
- Segundo ela, a sucessão dependerá da composição da Casa em 2027 e do segundo turno presidencial.
- A senadora pretende discutir emendas à PEC do fim da escala 6x1, que deve ser votada na quarta-feira (14).
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) disse nesta segunda-feira (12) que gostaria de se tornar a primeira mulher a comandar o Senado. A declaração foi dada em entrevista ao Estúdio i, segundo o g1, e veio acompanhada de comentários sobre a sucessão na Casa, a PEC do fim da escala 6x1 e possíveis pedidos de impeachment de ministros do STF.
Ela afirmou já ter conversado sobre o tema com o atual presidente, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e com outros senadores. Tereza Cristina contou estar na metade de um mandato de oito anos, não saber se tentará outra eleição e querer deixar um legado, sobretudo para as mulheres. Ela disse que a definição vai depender de como o plenário estará formado em 2027 e do desfecho do segundo turno presidencial.
Questionada se enfrentaria Alcolumbre, a senadora respondeu que a possibilidade não foi descartada, mas que o assunto nunca foi posto nesses termos. Ela diz ter avisado o presidente de que gostaria de sucedê-lo, o que poderia ocorrer em breve ou mais adiante. Tereza Cristina também citou o senador Rogério Marinho (PL-RN), que pretende disputar o comando do Senado, e disse ter mais alinhamento com ele por ser de centro-direita.
Sobre a PEC que prevê o fim da escala 6x1, com votação marcada para quarta-feira (14), a senadora disse que vai conversar com a oposição sobre propor mudanças ao texto. Para ela, a pressa pode ser "eleitoreira" e faltou tempo para debater os efeitos na economia e no emprego. A parlamentar vê como principal problema a inclusão de regras de escala na Constituição, dadas as diferenças entre os setores, mas disse não ser contra ampliar o descanso semanal.
A senadora afirmou ainda ver espaço no Senado, a partir de 2027, para discutir pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. De acordo com ela, o assunto esteve na pauta de quem disputou vagas na Casa e será cobrado depois da eleição. "Eu vejo ambiente sim", disse, ressalvando que o debate sobre o Supremo não deve ser a única prioridade dos novos parlamentares.
Imagem: Agência Senado / Wikimedia Commons (Attribution)
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Como cada veículo contou
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- Tradicional 1
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