Governo busca assinaturas para acelerar votação do fim da escala 6 X 1 no Senado
Líder do governo quer protocolar na terça (13/10) ou na quarta (14/10) pedido de calendário especial; sem ele, o segundo turno ficaria para o fim de outubro, segundo o Poder360.
O requerimento ainda não foi protocolado e as datas de votação podem mudar.

- O governo busca 54 assinaturas para um calendário especial que dispensaria três sessões de discussão.
- A PEC precisa de ao menos 49 votos dos 81 senadores em cada um dos dois turnos.
- Sem o calendário especial, o segundo turno ficaria para a última semana de outubro.
Integrantes do governo Lula (PT) coletam assinaturas de senadores para um requerimento que apressaria a análise, no Senado, da PEC que extingue a escala 6 X 1. Segundo o Poder360, a protocolização está prevista para terça-feira (13/10) ou quarta (14/10), sob responsabilidade da líder do governo, Teresa Leitão (PT-PE). A meta é reunir 54 assinaturas, e o governo não disse quantas já tinha neste domingo (11/10).
O pedido propõe um calendário especial, que encurtaria o rito e dispensaria as três sessões de discussão exigidas entre os dois turnos. Assim, o governo quer votar tudo na quarta-feira (14/10). Sem o calendário, o primeiro turno poderia ocorrer nessa data, mas o segundo dependeria de mais três sessões e de cinco dias úteis de intervalo, o que empurraria a conclusão para o fim do mês.
Até quinta-feira (8/10), o Senado havia feito três das cinco sessões de discussão exigidas antes do primeiro turno. O Poder360 diz que a oposição esvaziou sessões para atrasar o processo. Em cada turno, a PEC precisa de 49 votos entre os 81 senadores, ou três quintos.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), disse na quinta que pode aceitar menos assinaturas. Na quarta (7/10), ele afirmara que poria o requerimento em votação se já o tivesse recebido.
Em conversa com jornalistas em Brasília neste domingo, o líder do PT no Senado, Camilo Santana, garantiu que o governo vai cumprir o calendário de discussões: a quarta sessão seria na terça, e a votação, na quinta (15/10). Para ele, a data cabe a Alcolumbre. Camilo acusou ainda Flávio Bolsonaro e senadoras ligadas a ele de tentar evitar a votação.
Em ato na Avenida Paulista, Lula pediu à população que fiscalize a votação. O fim da 6 X 1 é bandeira da campanha de reeleição do presidente. Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), cobra respeito aos prazos regimentais, e senadores oposicionistas avaliam faltar à sessão de quinta.
Imagem: Gilberto Nascimento / Câmara dos Deputados / Wikimedia Commons (Attribution)
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