Cleitinho diz que vídeo com Alcolumbre não é apoio e quer a PEC do fim da 6x1 em pauta
O governador eleito de MG afirma que gravou com o presidente do Senado para pedir a votação da PEC, que Flávio Bolsonaro, a quem apoia no 2º turno, rejeita.
A notícia se baseia em uma única reportagem, do Poder360.

- Cleitinho diz que o vídeo com Alcolumbre foi institucional e que não apoia o presidente do Senado.
- Ele pediu que a PEC do fim da escala 6x1 entre em pauta na quarta-feira (14).
- Flávio Bolsonaro, que Cleitinho pretende apoiar no 2º turno, é contra a PEC.
O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), afirmou que um vídeo gravado com Davi Alcolumbre, que preside o Senado e representa o Amapá pelo União Brasil, teve caráter institucional e não significa apoio ao parlamentar. A explicação, segundo o Poder360, foi dada em resposta a seguidores que criticaram a aproximação nos comentários da publicação.
O vídeo foi publicado na sexta-feira (9). Uma seguidora escreveu que se decepcionou ao ver Cleitinho ao lado de Alcolumbre. Ele respondeu que não votou no senador amapaense para presidir a Casa, que fez campanha contra a eleição dele e que não o elogiou nem declarou apoio na gravação.
Segundo Cleitinho, o objetivo do contato era pedir que a PEC do fim da escala 6x1 fosse pautada na quarta-feira (14). Ele apoia a PEC 221, de 2019, que fixa em 40 horas por semana o teto da jornada, prevê dois dias de folga semanal e preserva os salários. Alcolumbre marcou a votação em primeiro turno no plenário para 14 de outubro.
Para explicar a conversa, Cleitinho escreveu que o comando do Senado ficaria com Alcolumbre apenas até dezembro. De acordo com o Poder360, o mandato do presidente da Casa vai, na verdade, até fevereiro de 2027.
A posição de Cleitinho sobre a PEC é diferente da de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência que o governador eleito disse que apoiará no segundo turno diante de Lula (PT), presidente da República. Flávio rejeita a proposta e defende uma jornada flexível, com as condições definidas em negociação entre trabalhadores e empresas.
Na quinta-feira (8), Cleitinho comparou a divergência a um casamento: disse amar a mulher, mas nem sempre concordar com ela. Afirmou que seguirá apoiando Flávio e que quer votar a PEC durante o mandato no Senado, antes de assumir o governo mineiro.
Imagem: Senado Federal / Wikimedia Commons (Attribution)
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