Partido Novo pede a saída de Alcolumbre da presidência do Senado
Eduardo Ribeiro aponta atraso em pedidos de impeachment de ministros do STF e mensagens com empresário Daniel Vorcaro como motivos para a troca

- Eduardo Ribeiro defende que Alcolumbre saia da presidência do Senado e que outro nome seja eleito
- Dirigente cita demora em pedidos de impeachment de ministros do STF e mensagens com Daniel Vorcaro
- Rogério Marinho, nome do PL para a disputa, tem avaliação positiva do Novo, mas sem apoio formal
O presidente nacional do Partido Novo, Eduardo Ribeiro, defendeu nesta sexta-feira (8) que Davi Alcolumbre deixe a presidência do Senado e afirmou que a legenda vai trabalhar para eleger outro nome à frente da Casa. Em entrevista ao Poder360, ele disse que o partido pretende costurar a sucessão com o PL e outras siglas.
Ribeiro apontou dois motivos para a defesa dele. O primeiro é a lentidão de Alcolumbre para dar seguimento aos pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. O segundo são as mensagens divulgadas entre o senador e o empresário Daniel Vorcaro, que, segundo o dirigente, trazem questionamentos sobre a permanência de Alcolumbre no cargo. Diante disso, o Novo não vê legitimidade para que ele siga à frente da Casa. "Simplesmente vamos eleger outro presidente do Senado", declarou.
O nome de Rogério Marinho (PL-RN), defendido pelo PL para a disputa, é avaliado de forma positiva pelo dirigente. Ele citou a proximidade entre os dois e afirmou que o apoio não deve enfrentar obstáculos, mas avisou que a decisão final será construída com os senadores eleitos pela legenda, que ainda não definiram um candidato formalmente.
No plano programático, Ribeiro colocou a reorganização do Judiciário e os instrumentos de fiscalização do STF entre as prioridades do Novo no Congresso. Segundo ele, a discussão deve incluir limites às decisões tomadas individualmente por ministros, revisão das regras de escolha dos integrantes da Corte e a adoção de mandatos. Ele citou a contenção às decisões monocráticas como um avanço já registrado, mas afirmou que as demais medidas dependem de decisão do Senado e da Câmara.
Sobre mandatos e idade mínima para indicação, o dirigente disse que a legenda ainda não tem posição fechada. Na avaliação pessoal dele, os ministros deveriam assumir aos 60 anos e deixar o cargo aos 75, o que geraria mandatos de 15 anos. A proposta, segundo Ribeiro, também busca critérios mais objetivos para as indicações e reduzir conflitos de interesse ligados à atuação profissional de ministros e de seus familiares.
Imagem: Senado Federal / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
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