Paysandu cobra a CBF e chama de xenofóbica fala de locutor em jogo suspenso em Brusque
O clube pede laudos de segurança e relatórios oficiais, com prazo preferencial até as 12h de domingo, após a paralisação por problemas na arquibancada visitante.
A versão sobre a fala do locutor e sobre a arquibancada é a do Paysandu.

- O Paysandu pediu à CBF laudos e relatórios sobre os jogos de sábado na Série C.
- O clube diz que a arquibancada visitante da Arena Simon oferecia risco aos torcedores.
- A diretoria considera xenofóbica a fala do locutor e já iniciou medidas legais.
O Paysandu pediu à CBF, com urgência máxima, documentos e esclarecimentos sobre as partidas de sábado pela sexta rodada do quadrangular da Série C: Brusque x Paysandu e Ferroviária x Inter de Limeira. O clube paraense também denunciou como xenofóbica uma fala do locutor da Arena Simon, em Brusque (SC), onde o jogo foi suspenso por falta de segurança.
Em nota oficial, o Paysandu repudiou as condições do setor reservado à torcida visitante. Segundo a diretoria, a integridade física dos torcedores ficou ameaçada pela precariedade da estrutura metálica da arquibancada, que, de acordo com o clube, não suportou os paraenses que apoiavam o time quando o jogo foi interrompido.
O Paysandu afirma que, alguns minutos depois da paralisação, o locutor disse ao microfone: “Atenção, torcedor do Paysandu. Se você não se comportar como ser humano, o jogo não vai recomeçar”. Para o clube, a mensagem ofende a torcida bicolor e também o povo paraense e nortista. A diretoria informa que já começou a adotar medidas legais para garantir os direitos do clube e dos torcedores.
No pedido enviado à CBF, o Paysandu solicita, entre outros papéis do estádio do Brusque, o laudo de segurança, o dos bombeiros e o da vigilância sanitária. Quer saber também quantos ingressos foram destinados ao setor visitante e pede os relatórios do delegado da partida e os registros oficiais dos dois confrontos.
Sobre Ferroviária x Inter de Limeira, o clube quer explicações formais dos motivos que levaram à interrupção da partida, acompanhadas dos documentos que embasaram a decisão. O Paysandu estabeleceu como prazo preferencial as 12h deste domingo (11) e diz ter recebido a informação verbal de que a intenção era realizar os dois jogos no mesmo horário.
Segundo o clube, a solicitação busca apurar as circunstâncias do ocorrido e preservar seus direitos diante dos desdobramentos da rodada decisiva do quadrangular.
Imagem: Relogar1 / Wikimedia Commons (Public domain)
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