Justiça manda Ponte Preta pagar R$ 53.280,14 a padaria de Campinas por alimentos
Decisão de fim de setembro rejeitou a defesa do clube, que alegou falta de prova de entrega; auditoria aponta dívida total em torno de R$ 320 milhões.
O valor total ainda depende do cálculo de correção monetária e juros.

- A 5ª Vara Cível de Campinas condenou a Ponte Preta a pagar R$ 53.280,14 a uma padaria, valor ainda sujeito a correção e juros.
- O juiz rejeitou a alegação de falta de prova de entrega e viu comportamento contraditório do clube, que admitiu a pendência à imprensa.
- A cobrança deve seguir o plano de credores do Regime Centralizado de Execuções, e a diretoria não vai comentar o caso.
A 5ª Vara Cível de Campinas condenou a Ponte Preta a pagar R$ 53.280,14 a uma padaria instalada perto do Estádio Moisés Lucarelli, por alimentos fornecidos ao clube e não quitados desde maio de 2025, segundo o ge. O valor final ainda depende do cálculo de correção monetária e juros.
No processo, a padaria afirmou que entregou pães e outros itens atendendo a todos os pedidos, mas não recebeu. A Ponte argumentou que não havia prova de entrega, já que a empresa apresentou só as notas fiscais, sem a rubrica nos canhotos.
O juiz Bruno Gonçalves Mauro Terra deu razão à padaria em decisão do fim de setembro. Ele observou que o diretor jurídico do clube, ao falar à imprensa sobre o caso, reconheceu dificuldades para pagar a fornecedora e disse querer um acordo. Para o magistrado, negar a dívida em juízo por causa dos canhotos seria um comportamento contraditório, rejeitado pelo ordenamento jurídico.
O juiz também concedeu ao clube a gratuidade da Justiça, por entender que há grave comprometimento das receitas. Como a Ponte está no Regime Centralizado de Execuções (RCE), a cobrança deve ser levada ao juiz centralizador, para que o pagamento siga o plano de credores. Procurada pelo ge, a assessoria da Ponte informou que a diretoria não vai se pronunciar.
A condenação se soma à crise financeira do clube. Em entrevista recente, o diretor jurídico José Henrique Specie descreveu o cenário como de "quase insolvência". Segundo uma auditoria feita nas conversas com investidores para a criação de uma SAF, rejeitada pelos associados em assembleia, o passivo total é de cerca de R$ 320 milhões, sem contar aproximadamente R$ 20 milhões de IPTU, e o déficit mensal fica na casa dos R$ 2,8 milhões.
Imagem: Paulo Humberto / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
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Como cada veículo contou
O mesmo fato visto de 2 posições. As manchetes abaixo são as originais; a apuração é de cada veículo.
- Tradicional 1
- Nativo digital 1
Nenhum destes veículos tem linha editorial documentada pela redação ainda.
