Irã nega ter ligação com plano de ataque à base britânica RAF Fairford
O embaixador iraniano rebateu o premiê Andy Burnham, que atribuiu o plano à Guarda Revolucionária. Mais de 25 países, incluindo os EUA, assinaram declaração conjunta contra Teerã.
A polícia britânica ainda não concluiu quem está por trás do plano.

- O embaixador do Irã no Reino Unido negou envolvimento no plano contra a base RAF Fairford.
- O premiê Andy Burnham atribuiu a coordenação ao Irã, com direção quase certa da Guarda Revolucionária.
- A polícia britânica segue investigando e ainda não concluiu se houve patrocínio de um Estado.
O embaixador do Irã no Reino Unido negou, nesta segunda-feira (12), qualquer participação do país na tentativa de atentado contra a base aérea RAF Fairford, ocorrida no fim de setembro. A negativa veio poucas horas depois de o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, apontar Teerã como responsável em discurso no Parlamento. Em comunicado no X, a embaixada iraniana em Londres chamou as suspeitas de "infundadas e maliciosas", segundo o g1.
Burnham disse que a avaliação do governo britânico é que o plano foi muito provavelmente coordenado a partir do Irã e quase certamente dirigido pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). No mesmo dia, o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido divulgou uma declaração conjunta, assinada por mais de 25 países, entre eles os Estados Unidos, que atribui ao Irã envolvimento no episódio.
Cinco homens foram presos na madrugada de domingo, 27 de setembro, por suspeita de crimes ligados a explosivos. A prisão aconteceu depois que três vans, que supostamente levavam explosivos, foram avistadas perto da base, usada pela Força Aérea dos Estados Unidos. Os detidos são cidadãos britânicos de 23 a 25 anos, foram soltos sob fiança e seguem sob investigação, de acordo com a polícia.
No dia 28, o presidente dos EUA, Donald Trump, criticou a libertação dos suspeitos e disse que não a teria autorizado. Questionado sobre uma possível ligação com o Irã, respondeu que "pode ser", mas preferiu não dar detalhes. Os britânicos haviam liberado a base para os americanos atuarem contra locais de lançamento de mísseis do Irã.
Segundo Laurence Taylor, que chefia o Policiamento Antiterrorismo, os investigadores não descartam nenhuma hipótese, nem a de uma ação feita por conta de outra nação. As autoridades ainda não concluíram se houve patrocínio estatal, e uma eventual relação com o Irã, com a Rússia ou com milícias continua sendo apurada.
Ilustração gerada por IA (FLUX-2-klein-9b-base)
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Como cada veículo contou
O mesmo fato visto de 1 posição. As manchetes abaixo são as originais; a apuração é de cada veículo.
- Tradicional 1
Nenhum destes veículos tem linha editorial documentada pela redação ainda.
