Arcebispo de Aparecida pede desarmamento e atenção à fome no dia da padroeira
Em sermão na missa solene, Dom Mário Antônio da Silva também disse não temer que Nossa Senhora perca o título de Padroeira do Brasil; o santuário espera 150 mil pessoas.

- Dom Mário Antônio da Silva pediu desarmamento e atenção à fome e à pobreza no sermão da missa solene em Aparecida.
- O arcebispo disse não temer que Nossa Senhora deixe de ser Padroeira do Brasil e admitiu movimentações políticas favoráveis e contrárias.
- O santuário estima 150 mil visitantes nesta segunda e cerca de 500 mil durante a novena.
O arcebispo de Aparecida, Dom Mário Antônio da Silva, pediu desarmamento e atenção à fome e aos pobres no sermão da missa solene das 9h desta segunda-feira (12), dia da Padroeira do Brasil, na Basílica de Aparecida (SP). Entre os presentes estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
No sermão, o arcebispo disse que quem escuta Deus não pode ficar indiferente à fome, à pobreza, à violência e à solidão, nem às guerras e à destruição da natureza. Citando o papa Leão XIV, defendeu uma paz “desarmada e desarmante” e afirmou que o Evangelho não autoriza odiar quem pensa diferente nem matar inimigos.
Na coletiva que se seguiu, o arcebispo foi questionado sobre o receio de que a santa deixasse de ser a Padroeira do Brasil. O assunto surgiu em setembro, depois que circulou a versão de que grupos evangélicos próximos da campanha de Flávio Bolsonaro teriam desaprovado o título de alcance nacional. O candidato do PL negou que pretenda tirá-lo.
O arcebispo respondeu que não tem receio de que Maria deixe de ter importância para o povo brasileiro e lembrou que o título foi concedido pelo papa em 1930 e proclamado no país em 1931. Admitiu a existência de movimentações políticas favoráveis e contrárias, mas disse não querer fazer cenários sobre o futuro, que dependerá das eleições do segundo turno.
Segundo estimativas dos administradores do santuário, cerca de 150 mil pessoas devem passar pelo local nesta segunda. A novena, que começou há dez dias e terminou no domingo (11), reuniu cerca de 500 mil pessoas. A missa das 9h foi a mais disputada pelos romeiros e lotou a basílica.
Imagem: Fábio Yoshimitsu Nakamura / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
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