Zelensky acusa Rússia de violar trégua energética anunciada por Trump
Presidente ucraniano cita ataque a usina em Kharkiv e pede garantias dos EUA; a União Europeia aprovou cerca de 1.600 novas inclusões em listas de sanções.
A Rússia ainda não respondeu às acusações.
- Zelensky afirma que a Rússia violou a trégua energética após ataque a uma termelétrica em Kharkiv.
- A Ucrânia pede garantias dos EUA e diz não ter recebido os detalhes do acordo.
- A União Europeia aprovou cerca de 1.600 novas inclusões em listas de sanções contra o setor militar russo.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Rússia descumpriu a trégua no setor de energia anunciada por Donald Trump, presidente americano. Como exemplo, citou um ataque a uma usina termelétrica em Kharkiv. Segundo o Poder360, Moscou ainda não havia respondido à acusação.
Zelensky disse que o governo ucraniano não recebeu o detalhamento do acordo e teme ser obrigado a interromper os ataques a refinarias russas sem receber algo em troca. Pediu que Washington dê garantias de que Moscou cumprirá o combinado. Em videoconferência com um encontro em Varsóvia, avaliou que a trégua “pode funcionar” e ajudar a encerrar a guerra, desde que os americanos intervenham e façam os russos respeitá-la.
A União Europeia, por sua vez, aprovou perto de 1.600 novas inclusões em listas de sanções ligadas ao setor militar e industrial da Rússia. Kaja Kallas, que chefia a diplomacia do bloco, afirmou que mais de metade delas atinge a fabricação de mísseis balísticos.
No campo de batalha, autoridades ucranianas afirmam que ataques russos mataram seis pessoas em duas cidades no domingo (11). Nesta segunda-feira (12), novos bombardeios em Kharkiv deixaram ao menos 12 feridos, segundo o prefeito, Ihor Terekhov.
Trump quer que a Ucrânia pare de atacar refinarias russas, o que, na avaliação dele, ajuda a elevar o preço do diesel nos Estados Unidos. No sábado (10), também defendeu a realização de eleições no país, adiadas desde o início da invasão russa, em 2022. Zelensky respondeu que convocaria votação caso Vladimir Putin aceitasse um cessar-fogo de 60 dias. Para a alta mundial dos preços dos combustíveis, apontou como causa principal o conflito no Oriente Médio.
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