60 países assinam declaração contra pedágios em estreitos marítimos
Texto apoia iniciativas multilaterais defensivas e rejeita taxas e restrições à navegação; o documento sai em meio aos ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz.
A explosão relatada pelo Irã não foi confirmada de forma independente.

- Sessenta países apoiaram a declaração em defesa da liberdade de navegação.
- O texto rejeita pedágios, taxas ilegais e exigências de autorização prévia em estreitos.
- Ataques a petroleiros em Ormuz chegaram ao maior nível semanal desde o início da guerra, segundo a Reuters.
Sessenta países assinaram nesta segunda-feira (12) uma declaração em que se comprometem a trabalhar pela liberdade de navegação e rejeitam a criação de pedágios em estreitos usados pelo transporte marítimo internacional, informou o g1. Entre os apoiadores estão membros da União Europeia, a Austrália, o Japão e o Reino Unido.
O texto diz apoiar iniciativas multilaterais de caráter defensivo, sem escalada, que já estão em andamento para proteger a circulação de navios. Também afirma que os signatários se opõem a taxas ilegais, restrições discriminatórias, exigência de autorização prévia e qualquer outra condição capaz de atrapalhar a passagem legal por esses estreitos.
O documento surge num cenário de tensão no Estreito de Ormuz, que fica entre o Irã e Omã e liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. Segundo o g1, antes da guerra entre Estados Unidos e Irã, iniciada em 28 de fevereiro, cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito negociados no mundo passava por ali. Desde então, os confrontos prejudicam o transporte marítimo na região.
A Reuters publicou na quarta-feira (7) um levantamento que mostra o maior total semanal de ataques a petroleiros no estreito desde o começo do conflito. No período de 28 de setembro a 5 de outubro, fontes do setor de segurança marítima contabilizaram ao menos 12 incidentes com navios que levavam petróleo e gás, e a Organização Marítima Internacional (OMI) registrou nove ocorrências.
No sábado (10), a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que um petroleiro explodiu e pegou fogo ao atingir uma mina naval ao cruzar Ormuz, de acordo com a imprensa estatal iraniana. Os militares não deram nome, bandeira nem origem do navio, e não há confirmação independente das circunstâncias. No mesmo dia, a Guarda Nacional dos Emirados Árabes Unidos disse ter resgatado 22 tripulantes de um petroleiro em chamas no Golfo Pérsico, sem relação confirmada com o caso iraniano.
Imagem: NASA / Wikimedia Commons (Public domain)
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Como cada veículo contou
O mesmo fato visto de 1 posição. As manchetes abaixo são as originais; a apuração é de cada veículo.
- Tradicional 1
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