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segunda-feira, 12 de outubro de 2026
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Mundo Oriente Médio Estreito de Ormuz

60 países assinam declaração contra pedágios em estreitos marítimos

Texto apoia iniciativas multilaterais defensivas e rejeita taxas e restrições à navegação; o documento sai em meio aos ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz.

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A explosão relatada pelo Irã não foi confirmada de forma independente.

Ilustração da notícia: 60 países assinam declaração contra pedágios em estreitos marítimos
Em 30 segundos
  • Sessenta países apoiaram a declaração em defesa da liberdade de navegação.
  • O texto rejeita pedágios, taxas ilegais e exigências de autorização prévia em estreitos.
  • Ataques a petroleiros em Ormuz chegaram ao maior nível semanal desde o início da guerra, segundo a Reuters.

Sessenta países assinaram nesta segunda-feira (12) uma declaração em que se comprometem a trabalhar pela liberdade de navegação e rejeitam a criação de pedágios em estreitos usados pelo transporte marítimo internacional, informou o g1. Entre os apoiadores estão membros da União Europeia, a Austrália, o Japão e o Reino Unido.

O texto diz apoiar iniciativas multilaterais de caráter defensivo, sem escalada, que já estão em andamento para proteger a circulação de navios. Também afirma que os signatários se opõem a taxas ilegais, restrições discriminatórias, exigência de autorização prévia e qualquer outra condição capaz de atrapalhar a passagem legal por esses estreitos.

O documento surge num cenário de tensão no Estreito de Ormuz, que fica entre o Irã e Omã e liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. Segundo o g1, antes da guerra entre Estados Unidos e Irã, iniciada em 28 de fevereiro, cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito negociados no mundo passava por ali. Desde então, os confrontos prejudicam o transporte marítimo na região.

A Reuters publicou na quarta-feira (7) um levantamento que mostra o maior total semanal de ataques a petroleiros no estreito desde o começo do conflito. No período de 28 de setembro a 5 de outubro, fontes do setor de segurança marítima contabilizaram ao menos 12 incidentes com navios que levavam petróleo e gás, e a Organização Marítima Internacional (OMI) registrou nove ocorrências.

No sábado (10), a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que um petroleiro explodiu e pegou fogo ao atingir uma mina naval ao cruzar Ormuz, de acordo com a imprensa estatal iraniana. Os militares não deram nome, bandeira nem origem do navio, e não há confirmação independente das circunstâncias. No mesmo dia, a Guarda Nacional dos Emirados Árabes Unidos disse ter resgatado 22 tripulantes de um petroleiro em chamas no Golfo Pérsico, sem relação confirmada com o caso iraniano.

Imagem: NASA / Wikimedia Commons (Public domain)

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  1. g1Tradicional Declaração assinada por 60 países condena cobrança de pedágio em rotas marítimas
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