Governadora de Nova York diz que denunciante de estupro em Cornell foi abandonada
Kathy Hochul tirou o caso do promotor do condado e entregou a investigação à procuradora-geral do estado, Letitia James
A notícia trata de denúncia de violência sexual e descreve o relato apresentado na Justiça.

- A procuradora-geral Letitia James assume a investigação como promotora especial.
- O promotor do condado arquivou o caso em 2024 sem ouvir a denunciante.
- O caso foi reaberto na segunda-feira (28), após nova ação da mulher na Justiça.
Autoridades que tinham a obrigação de proteger a estudante que relatou um estupro coletivo na Universidade Cornell a deixaram sozinha, disse nesta sexta-feira (2) Kathy Hochul, governadora de Nova York. A fala foi dada ao lado da procuradora-geral do estado, Letitia James, nomeada promotora especial para assumir a investigação.
Hochul disse ter tomado a decisão depois de conhecer detalhes que considerou preocupantes na condução do caso. Entre eles, o fato de o promotor do condado ter arquivado a apuração sem ouvir a denunciante nem outras pessoas envolvidas e sem pedir a transcrição completa do processo interno da universidade.
A governadora também criticou a polícia do campus. Pelo seu relato, a jovem passou horas descrevendo o que havia acontecido, mas parte relevante desse depoimento não chegou aos promotores no documento que lhes foi encaminhado.
Matthew Van Houten, promotor do condado de Tompkins afastado do caso, declarou nesta sexta que apoia a decisão e confia na análise dos fatos pela procuradora-geral, em tradução livre. Ele afirmou ainda ter ficado claro que a universidade não entregou às autoridades todas as informações de que dispunha. Van Houten havia defendido antes a decisão de não apresentar acusações.
James não estimou prazo para o trabalho, que segundo ela pode levar meses. A procuradora-geral disse que a equipe vai examinar os fatos, reunir provas, ouvir testemunhas e abrir processos criminais se houver base para isso.
A investigação havia sido encerrada sem acusações em 2024 e foi reaberta na segunda-feira (28), depois que a mulher, identificada nos autos como Jane Doe, apresentou uma nova ação na Justiça. São alvos dela a universidade, sete ex-integrantes da fraternidade Chi Phi e outros nomes citados no processo. Na ação, a denunciante afirma ter sofrido violência sexual por parte de vários homens quando já não tinha condições de reagir, após consumo de álcool e drogas, e diz que um deles chamou outros da fraternidade por mensagem; advogados de dois acusados negaram envolvimento, um deles sustentando que o cliente não a tocou, e os demais não responderam.
Imagem: Kenneth C. Zirkel / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
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1 reaçãoSua reação é secreta: ninguém vê quem reagiu, só os totais.
Como cada veículo contou
O mesmo fato visto de 1 posição. As manchetes abaixo são as originais; a apuração é de cada veículo.
- Tradicional 1
Nenhum destes veículos tem linha editorial documentada pela redação ainda.
