Austrália amplia exportação de carvão na véspera de presidir a COP31
Exportação térmica chegou a 213 milhões de toneladas em 2025-2026, alta de 8 milhões no ano, enquanto Camberra se prepara para liderar as negociações climáticas em novembro.

- Exportação australiana de carvão térmico cresceu e chegou a 213 milhões de toneladas em 2025-2026.
- O país preside a COP31, em novembro, e o carvão responde por mais de 9% do PIB australiano.
- A corte máxima derrubou pela primeira vez a ampliação de uma mina por causa das emissões.
As minas de carvão da Austrália seguem crescendo e exportando mais, em contraste com o papel que o país assume na cúpula do clima: Camberra preside as negociações da COP31, em novembro, e defende a transição energética e o risco das mudanças climáticas para as ilhas do Pacífico.
Segundo a Agência Internacional de Energia, a demanda mundial de carvão deve subir 1,2% em 2026 e bater recorde de 8,94 bilhões de toneladas, invertendo a queda prevista em dezembro. O bloqueio no Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto dos hidrocarbonetos globais, puxou a procura de carvão entre os países asiáticos.
As exportações australianas de carvão para usinas térmicas chegaram a 213 milhões de toneladas em 2025-2026, oito milhões a mais que no período anterior. O setor, segundo a associação Coal Australia, sustenta 782 mil empregos diretos e indiretos e responde por mais de 9% do PIB do país.
No mesmo período, a corte máxima do país derrubou pela primeira vez a expansão de uma mina de carvão no estado de Nova Gales do Sul. O projeto teria gerado 809 milhões de toneladas de emissões. A decisão passa a exigir a consideração de consequências climáticas em projetos ligados a combustíveis fósseis. Em setembro, a mesma instância aprovou a prorrogação por 19 anos de outra mina no vale do Hunter, ao norte de Sydney.
O governo de Anthony Albanese diz ter destinado A$ 3,9 bilhões em financiamento climático entre 2020 e 2025 e tem meta de reduzir emissões de 62% a 70% até 2035, em relação a 2005. Para especialistas ouvidos pela AFP, a guerra no Oriente Médio fez os países asiáticos priorizarem segurança energética em vez de descarbonização.
Imagem: Amcyrus2012 / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)
E você, o que achou?
2 reaçõesSua reação é secreta: ninguém vê quem reagiu, só os totais.
Como cada veículo contou
O mesmo fato visto de 1 posição. As manchetes abaixo são as originais; a apuração é de cada veículo.
- Nativo digital 1
Nenhum destes veículos tem linha editorial documentada pela redação ainda.
