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domingo, 11 de outubro de 2026
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PF cumpre prisões contra policiais acusados de vazar dados e vender armas a facção do Rio

Operação Magen alveja sete prisões preventivas e 18 buscas no Rio; grupo é suspeito de fornecer fuzis e informações sigilosas a lideranças do Complexo de Israel

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Ilustração da notícia: PF cumpre prisões contra policiais acusados de vazar dados e vender armas a facção do Rio
Em 30 segundos
  • A operação Magen cumpre sete prisões preventivas e 18 mandados de busca no Rio de Janeiro.
  • Entre os alvos há policial civil, policial militar e ex-policiais acusados de vazarem dados sigilosos.
  • A PF estima que R$ 100 milhões foram lavados em quatro anos por contas pessoais e empresas de fachada.

Sete prisões preventivas e 18 buscas foram determinadas na operação Magen, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (7) contra um grupo acusado de manter vínculos com facção criminosa do Rio de Janeiro. O rol de alvos reúne um agente da polícia civil, um da militar e policiais já aposentados.

A apuração, conduzida por um grupo de investigações sensíveis da PF ao lado de uma força-tarefa do Ministério Público do Rio, aponta que a organização montou uma linha própria de compra, carregamento e venda irregular de armas. Pelo que apura a PF, ao menos dez fuzis do modelo AR-15 teriam chegado à liderança que comanda o Complexo de Israel, na zona norte da capital fluminense.

Os agentes investigados teriam acesso a sistemas restritos do governo e repassavam à facção dados sigilosos, como mandados que ainda estavam em aberto, moradas de procurados, placas de veículos e alvos de operações que estavam para acontecer — tudo o que permitia aos criminosos se anteciparem às batidas. As mesmas informações, na versão da PF, também abasteciam apurações por fora, usadas para extorquir criminosos.

No plano financeiro, a operação aponta movimentação superior a R$ 100 milhões no período de quatro anos, repartida entre contas de pessoas físicas e de empresas de fachada, em manobras para dissimular a origem do dinheiro do esquema.

Imagem: Rafael Rabello de Barros / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

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Origem
  • Público ou oficial 1
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Como classificamos as fontes
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