Pesquisa da Serasa: investimentos são o tema mais difícil de explicar aos filhos
Pesquisa com 1.066 pais, cujos filhos têm até 18 anos, mostra que dívidas, juros e golpes financeiros vêm em seguida, citados por 21% dos entrevistados.

- Pesquisa da Serasa e da Opinion Box, com coleta de 31 de agosto a 15 de setembro, ouviu 1.066 pais.
- Para 28% dos pais, investimentos são o tema que mais dá trabalho de explicar aos filhos.
- Dívidas, juros e fraudes financeiras foram lembrados por 21% dos pais cada.
Pais brasileiros têm dúvidas sobre como falar de dinheiro com os filhos, segundo pesquisa da Serasa em parceria com a Opinion Box, citada em reportagem do g1 publicada nesta segunda-feira (12), Dia das Crianças. A coleta de dados ocorreu de 31 de agosto a 15 de setembro de 2026, com 1.066 pais. Para 28% deles, investimentos são o tema que mais dá trabalho de explicar aos filhos.
Em seguida aparecem dívidas, juros e fraudes, e cada um desses temas foi citado por 21% dos pais. O g1 parte do tema para mostrar duas famílias que adotaram caminhos diferentes para introduzir a educação financeira em casa.
Em uma delas, um pai bancário dá R$ 10 ao filho de 5 anos nas idas ao supermercado, e o menino escolhe produtos, compara preços e às vezes desiste do que considera caro. A família também usa três cofrinhos: um para gastar, um para guardar pensando em sonhos futuros e um para ajudar outras pessoas. Segundo o pai, três publicações sobre o tema nas redes da família passaram de 10 milhões de visualizações cada.
Na outra, uma mãe empreendedora e jornalista, que começou a trabalhar aos 15 anos para pagar a carteira de motorista, criou um sistema de mesada para os dois filhos, de 10 e 7 anos. Algumas tarefas rendem ganhos extras, certas situações geram descontos e a família calcula o saldo no fim do mês. O método também ajuda a definir metas, como juntar dinheiro para um celular ou um videogame.
A reportagem traz ainda uma pesquisa do Instituto Locomotiva sobre as crianças e a tecnologia. Segundo o levantamento, 83% dos brasileiros concordam que as crianças de hoje preferem celular ou televisão a brincar na rua, e 82% são contra o uso diário de celulares e tablets por crianças de até 3 anos.
Imagem: Parinaam / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
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