PCC mantinha "livros" de batizados e de alvos no DF, aponta Operação Jubilados
Segundo o Metrópoles, a ação da PCDF e da Ficco/DF mirou célula virtual com cerca de 80 integrantes batizados; houve mandados no DF, em GO e em SP.
Os detalhes sobre a estrutura da facção vêm de apurações da polícia relatadas pelo Metrópoles.

- A Operação Jubilados foi deflagrada na quinta-feira (8) no DF, em Goiás e em São Paulo.
- O livro branco registrava os integrantes batizados do PCC; o livro preto, os rivais marcados para morrer.
- A célula "Faculdade Brasília" reunia cerca de 80 batizados e atuava em ambiente virtual.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou na quinta-feira (8) a Operação Jubilados contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), com ações no DF, em Goiás e em São Paulo. Participam da investigação a Draco/Decor, delegacia que reprime o crime organizado, e a Ficco/DF, força integrada de combate a esse tipo de crime no Distrito Federal. Segundo o Metrópoles, ela mostrou que a facção mantinha dois registros internos: o "livro branco" e o "livro preto".
De acordo com a reportagem, o livro branco reunia os integrantes batizados, admitidos formalmente por meio de um ritual. Para entrar, não bastava o candidato se oferecer: era preciso apadrinhamento e chancela. O livro preto, por sua vez, listava rivais marcados para morrer, tratados internamente por "lixo", em sua maioria ligados ao Comando Vermelho (CV).
Quem cuidava desses arquivos era o chamado "Geral do Livro", alvo de um mandado de prisão cumprido na operação. Para os membros do PCC, matar um rival do livro preto era caminho de ascensão interna e de notoriedade, ainda que a maior parte das tentativas, segundo o Metrópoles, tenha sido frustrada.
As apurações indicam que o comando local migrou para o ambiente virtual. A polícia identificou uma célula chamada "Faculdade Brasília", com cerca de 80 integrantes batizados, que funcionava como centro de comando e de decisões da facção, além de um canal batizado "Juntos Somos Mais Fortes DF". O desmonte foi possível a partir de dados da Operação Mosaico, realizada em dezembro de 2025.
Por aplicativos de mensagem, a cúpula tratava de logística de armas e munições, da expansão dos pontos de venda de drogas, chamados de "lojas", e de um setor de contrainteligência que vigiava viaturas e mapeava a rotina de policiais. O grupo também promovia rifas periódicas para custear auxílio a famílias de presos, com cestas básicas, roupas e itens essenciais.
Ilustração gerada por IA (FLUX-2-klein-9b-base)
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Como cada veículo contou
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- Nativo digital 1
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