Nunes Marques manda área técnica do TSE analisar canal 'Exército do Lula'
Presidente do TSE pediu, com “máxima urgência”, análise de possível desinformação no canal do WhatsApp e deve receber as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro.

- Nunes Marques mandou a área técnica do TSE analisar, com urgência, possível desinformação no canal 'Exército do Lula'.
- No domingo (11), o corregedor Villas Bôas Cueva restabeleceu o canal de forma provisória.
- O presidente do TSE deve reunir as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro para discutir condutas no segundo turno.
Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pediu nesta segunda-feira (12) que a área técnica do tribunal examine, com “máxima urgência”, possível desinformação no canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. O caso levou a uma sequência de liminares conflitantes no tribunal. Nunes Marques enviou o processo à Assessoria de Enfrentamento à Desinformação.
A assessoria deve apresentar elementos técnicos que ajudem a avaliar os riscos à integridade do processo eleitoral, como a circulação do conteúdo em outros canais e plataformas. O ministro pediu que a unidade informe se identificou conteúdos idênticos ou muito parecidos com os analisados no processo e se houve atuação coordenada para espalhá-los. Ele também quer saber se a assessoria já atuou no caso e se tomou alguma medida sobre o canal.
A disputa começou quando Nunes Marques atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro e mandou suspender o canal, decisão que gerou críticas de uma ala do TSE. No domingo (11), o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu a ordem e restabeleceu o funcionamento do canal de forma provisória. Cueva proibiu a divulgação de conteúdos falsos já analisados pelo TSE e disse que o canal poderá ser suspenso de novo em caso de descumprimento.
Cueva defendeu que o Plenário aprecie a questão de imediato, em nome da liberdade de expressão e para evitar restrições mais amplas do que as justificadas pelos elementos disponíveis. A decisão do corregedor vale de forma provisória até lá.
O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, classificou a decisão de Nunes Marques de “absurda” e disse que seus advogados vão pedir explicações sobre o critério adotado. Ele afirmou perceber “decisões tendenciosas” contra sua candidatura. Flávio Bolsonaro (PL) respondeu que é alvo de “mentiras em massa” difundidas por um canal que não nomeou.
Segundo o g1, a guerra de liminares foi criticada pelas duas campanhas. O presidente do TSE também deve receber os coordenadores das campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro para tratar das condutas no segundo turno.
Imagem: TSE - Tribunal Superior Eleitoral / Wikimedia Commons (Public domain)
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Como cada veículo contou
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