Expedição à serra do Aracá registra espécies de anfíbios e répteis provavelmente inéditas
Equipe de 16 pesquisadores passou 19 dias no norte do Amazonas; só entre os anfíbios, cerca de dez espécies podem ser novidades para a ciência.

- A expedição à serra do Aracá (AM) reuniu 16 pesquisadores por 19 dias, com financiamento da FAPESP.
- Cinco espécies de lagartos, uma de cobra e cerca de dez de anfíbios são prováveis novidades para a ciência.
- Uma nova espécie de sapo-foguete do gênero Anomaloglossus tem cerca de 2 centímetros.
Uma expedição científica financiada pela FAPESP explorou a serra do Aracá, no norte do Amazonas, uma área pouco conhecida da Amazônia, segundo a revista Pesquisa FAPESP. Participaram 16 pesquisadores de instituições brasileiras e internacionais, ao longo de 19 dias.
O grupo estudou a biodiversidade de ecossistemas de altitude e montou dois acampamentos. Um ficou na mata nebular, floresta úmida de altitude quase sempre coberta por neblina ou nuvens baixas. O outro ficou numa região batizada de Aracazinho, de solo arenoso e com poucas rochas à mostra.
O levantamento chegou a nove espécies de lagartos, e cinco delas provavelmente são novas para a ciência. Foram contadas ainda cinco espécies de serpentes, uma inédita, e 18 de anfíbios, entre as quais cerca de dez prováveis novidades.
Entre os achados está um novo sapo-foguete do gênero Anomaloglossus, com cerca de 2 centímetros. Segundo Taran Grant, professor do Instituto de Biociências da USP, o bicho ocupa riachos, córregos e áreas alagadas das formações abertas da serra, onde canta e procura alimento de dia.
Imagem: Daniel Corttez / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
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