Deputados federais eleitos no DF declaram bens de R$ 205 mil a R$ 10,4 milhões
Izalci Lucas (PL) lidera com R$ 10,4 milhões, e só três dos oito eleitos passam de R$ 1 milhão, aponta levantamento do Metrópoles com dados do TSE.
Os valores são os declarados ao TSE no registro da candidatura, não uma avaliação atual dos bens.

- Os oito deputados federais eleitos pelo DF declararam ao TSE patrimônios de cerca de R$ 205 mil a R$ 10,4 milhões.
- Izalci Lucas (PL) tem o maior patrimônio declarado e Fábio Felix (PSol) o menor entre os eleitos.
- Apenas três dos oito eleitos declararam mais de R$ 1 milhão.
Os oito deputados federais eleitos pelo Distrito Federal na votação de 4 de outubro declararam à Justiça Eleitoral patrimônios que vão de cerca de R$ 205 mil a R$ 10,4 milhões, segundo levantamento do Metrópoles divulgado neste 12 de outubro. Os valores vêm das declarações de bens que cada candidato entregou ao pedir o registro da candidatura no TSE.
O maior patrimônio é o de Izalci Lucas (PL), reeleito, com R$ 10.445.325,29. Em seguida aparece Alberto Fraga (PL), com R$ 4.957.414,04, e depois Rafael Prudente (MDB), também reeleito, com R$ 2.480.302,00. Esses três são os únicos acima de R$ 1 milhão.
Os outros cinco ficaram abaixo desse patamar. Reginaldo Veras (PV) declarou R$ 912.909,07, Agnelo Queiroz (PT) informou R$ 744.784,32 e Thiago Manzoni (PL) registrou R$ 496.223,54. Julio Cesar (Republicanos) tem R$ 338.905,43, e Fábio Felix (PSol) aparece no fim da lista, com R$ 204.975,60. Casas, apartamentos e investimentos em sociedades estão entre os principais itens declarados.
Pela Lei das Eleições, quem pede registro de candidatura precisa anexar a lista dos próprios bens. Se o candidato não a entrega e não regulariza a situação depois de intimado pela Justiça Eleitoral, o registro pode ser indeferido. Quem já exerce mandato precisa ainda atualizar os dados todos os anos e ao deixar o cargo.
Segundo o Metrópoles, omitir bens de forma dolosa ou declarar patrimônio incompatível com a renda pode embasar investigações do Ministério Público Eleitoral. As consequências possíveis incluem ações por abuso de poder econômico, perda do diploma ou do mandato e processos por improbidade administrativa. A posse dos deputados federais do DF está marcada para 1º de fevereiro de 2027.
Imagem: Senado Federal / Wikimedia Commons (Attribution)
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