Canais 'Exército do Lula' e 'Tropa do Flávio' mobilizam apoiadores no WhatsApp
A menos de duas semanas do segundo turno, os canais passam de 3 milhões e 1 milhão de seguidores. A lei eleitoral permite grupos de apoiadores, mas veda disparo em massa irregular.
Os números de seguidores são de 10 de outubro, segundo o Metrópoles.

- O "Exército do Lula" tinha mais de 3 milhões de seguidores e a "Tropa do Flávio" mais de 1 milhão.
- A lei eleitoral permite canais de apoiadores, e o número de seguidores não indica infração por si só.
- Disparo em massa sem consentimento e ferramentas irregulares podem configurar irregularidade.
A cerca de duas semanas do segundo turno, as campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) passaram a apostar em canais de WhatsApp criados por aliados: o "Exército do Lula" e a "Tropa do Flávio". Segundo o Metrópoles, as comunidades servem para espalhar material de campanha e tentar reduzir a abstenção.
O "Exército do Lula" é coordenado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e reunia 3 milhões de seguidores ou mais na tarde de sábado (10). Os participantes são chamados a convidar novos integrantes, curtir e compartilhar vídeos do presidente e ampliar o alcance no Nordeste. Na terça-feira (6), segundo relatos, integrantes da comunicação do PL organizaram com influenciadores de direita uma ação para derrubar o canal, com denúncias à plataforma.
A "Tropa do Flávio" foi criada na terça e divulgada pelo senador na quinta-feira (8), nas redes dele e também nas de aliados, entre eles o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Até a manhã de sábado, reunia mais de 1 milhão de seguidores. Além de divulgar conteúdo de campanha, o canal mobiliza apoiadores em temas em alta nas redes e orienta eleitores a contestar o que consideram informação falsa.
Conforme o Metrópoles, a lei eleitoral admite que apoiadores formem grupos e canais de mensagens para trocar opiniões e materiais, e a existência dessas comunidades não é infração por si só. A norma de referência é a Resolução 23.610/2019, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sobre propaganda eleitoral, que não proíbe de forma automática o uso de aplicativos de mensagens para fins políticos.
O ponto que exige mais atenção é o disparo em massa. Enviar mensagens a quem não consentiu, ou usar ferramentas que violam as regras da plataforma e do TSE, pode configurar irregularidade. Nos dois canais, os eleitores precisam seguir a página para receber o conteúdo. Outro critério é a gestão das comunidades: quem as administra, se existe pagamento e se a atuação dos apoiadores é espontânea ou foi contratada.
Ilustração gerada por IA (FLUX-2-klein-9b-base)
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