Nasa testa tecnologias para achar minerais críticos a partir da órbita da Terra
Dois projetos do JPL, na Califórnia, ainda em fase de testes, usam espectroscopia de imagem e outra técnica para detectar depósitos no subsolo, segundo o Poder360.
Os instrumentos ainda estão em fase de testes.

- A Nasa testa em Pasadena pelo menos duas tecnologias para detectar minerais críticos do espaço.
- O espectrômetro Emit, lançado em 2022, usa espectroscopia de imagem e foi testado na Estação Espacial Internacional.
- Segundo Frank Greer, a indústria demonstra interesse, mas a produção em escala comercial é complexa.
A Nasa desenvolve, em um laboratório na Califórnia, pelo menos duas tecnologias que poderão localizar, de cima, depósitos de minerais críticos enterrados no solo, usando satélites e estações em órbita. Ambos estão em fase de testes e pertencem a dois projetos de divisões diferentes do JPL (Jet Propulsion Lab), em Pasadena, segundo o Poder360, que visitou as instalações em 22 de setembro.
O primeiro projeto está no Laboratório de Microdispositivos, onde a agência cria tecnologias para missões espaciais que depois podem ser repassadas à indústria. A equipe, sob o comando do cientista Frank Greer, aplica a espectroscopia de imagem para identificar minerais à distância. A técnica já resultou no espectrômetro Emit, lançado em 2022 e testado na Estação Espacial Internacional.
De acordo com o Poder360, o Emit mapeia minerais críticos, mas também poeira atmosférica, emissões de metano e vegetação seca capaz de originar incêndios. Foi o primeiro instrumento a usar a espectroscopia de imagens para medir de forma abrangente a luz associada aos minerais, sobretudo na superfície de desertos e de outras fontes de poeira.
Na espectroscopia, a luz do Sol que bate na superfície e volta é separada em seus comprimentos de onda, e o instrumento obtém um espectro para cada ponto da imagem. Assim, é possível apontar a composição de um material sem tocá-lo. Greer afirmou que a técnica também pode indicar quais minerais existem em um depósito, mas que o resultado depende de quanto eles estão misturados a outros elementos.
O cientista disse que a tecnologia já desperta "interesse considerável" da indústria, embora levá-la à escala comercial seja complexo. Ele descreveu o objetivo do laboratório como ligar o que a universidade inventa ao que já existe no mercado. Um exemplo de tecnologia que saiu dali e foi absorvida pela indústria é o sensor CMOS, que equipa as câmeras de smartphones no mundo todo.
A algumas quadras do Laboratório de Microdispositivos, uma equipe da Nasa dedicada à tecnologia quântica trabalha em outra frente, ligada à gravimetria.
Imagem: NASA / Wikimedia Commons (Public domain)
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