Nasa prepara nova geração do Grace, que mede a água do planeta, para 2030 ou 2031
Segundo a agência, o novo satélite usará gravimetria quântica e, além de acompanhar aquíferos e geleiras, poderá apontar minerais, petróleo e gás no solo.
A data de lançamento é um plano da Nasa e pode mudar.

- A Nasa quer lançar a nova geração do Grace entre 2030 e 2031, com um único satélite de tecnologia quântica.
- Atualmente, a Grace-FO usa dois satélites idênticos e está em órbita desde maio de 2018.
- O novo sistema também deve mapear variações de densidade do solo, o que ajuda a localizar minerais, petróleo e gás.
A Nasa planeja colocar em órbita, entre 2030 e 2031, uma nova geração do Grace, projeto que acompanha a movimentação de água no planeta. A data foi informada ao Poder360 por Jason Hyon, chefe de tecnologia da área de ciências da Terra da agência, em visita da reportagem ao JPL (Jet Propulsion Lab), em Pasadena, na Califórnia.
O sistema acompanha variações no volume de água de grandes aquíferos subterrâneos, o derretimento de geleiras e calotas polares, o nível dos oceanos e a água armazenada em bacias, lagos e rios. Com esses dados, é possível detectar e projetar efeitos de enchentes, terremotos e do El Niño. Segundo a Nasa, o sistema mostrou que a Antártica perdeu cerca de 135 gigatoneladas de gelo por ano entre 2002 e 2025, o que elevou o nível dos mares em 0,4 milímetro anual.
O projeto nasceu da cooperação com um instituto alemão de geociências. Lançada em 2002, a missão original terminou em 2017, quando a Grace-FO assumiu o lugar; esta orbita a Terra desde maio de 2018. Dois satélites idênticos, separados por cerca de 200 quilômetros, medem alterações no campo de gravidade do planeta para seguir o deslocamento da água.
Na versão atual, os dois equipamentos calculam a distância exata entre si com sinais de micro-ondas e laser. A nova geração terá um único satélite, com tecnologia quântica: nuvens de átomos, resfriadas a uma temperatura equivalente a -273 °C, funcionarão como sensores de gravidade. A sensibilidade maior também permitirá perceber mudanças na densidade do solo e, assim, localizar depósitos de minerais, petróleo e gás.
Hyon disse que a tecnologia “funciona tanto na água quanto no solo” e poderia indicar deslocamentos de massa causados por terremotos e secas.
Felix Landerer, cientista sênior da Nasa e um dos idealizadores do projeto, afirma que a tecnologia aponta as áreas mais propícias a enchentes ao identificar onde há mais água acumulada sob o solo. “Não podemos prever a chuva, mas medimos o quão cheio e saturado o solo está”, disse ao Poder360.
Imagem: NASA/JPL-Caltech / Wikimedia Commons (Public domain)
E você, o que achou?
1 reaçãoSua reação é secreta: ninguém vê quem reagiu, só os totais.
Como cada veículo contou
O mesmo fato visto de 1 posição. As manchetes abaixo são as originais; a apuração é de cada veículo.
- Nativo digital 1
Nenhum destes veículos tem linha editorial documentada pela redação ainda.
