Mensagens da PF indicam busca de Vorcaro por fundos de pensão via grupo de Padilha
Segundo Veja e Poder360, banqueiro do Master queria captar cerca de R$ 10 bilhões em fundos de estatais; Padilha nega irregularidade e chama de farsa a alegação de propina.
As alegações de propina vêm de mensagens e de relato atribuído a Vorcaro; Padilha nega irregularidades.

- Mais de 450 mensagens e 180 ligações aparecem na apuração da PF entre Vorcaro e o consultor Júlio Cezar.
- A meta de Vorcaro era levantar cerca de R$ 10 bilhões em fundos de pensão de estatais.
- Padilha nega irregularidade e chama de "farsa" as alegações de propina.
Mensagens obtidas pela Polícia Federal indicam que a aproximação entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e pessoas ligadas ao ministro Alexandre Padilha (PT) começou em fevereiro de 2024. O ponto de partida foi o cancelamento de uma reunião com a cúpula da Petros, fundo de pensão ligado à Petrobras. A reportagem é de Robson Bonin e Hugo Marques, na Veja, e foi confirmada pelo Poder360.
Na época, Padilha chefiava a Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula. O banqueiro pediu apoio a ele, a Olavo Noleto, apontado como seu braço-direito na pasta, e ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, com o objetivo de conseguir encontros com dirigentes de fundos de pensão de estatais. A mediação ficava a cargo do consultor Júlio Cezar, de Goiânia, que mantinha contato frequente com Vorcaro.
De acordo com o Poder360, a PF localizou mais de 450 mensagens trocadas e mais de 180 ligações registradas entre o banqueiro e o consultor. A meta era obter cerca de R$ 10 bilhões junto a fundos de pensão ligados à Petrobras, aos Correios, à Caixa e ao Banco do Brasil. Pela versão atribuída ao banqueiro, R$ 1 bilhão seria usado para pagar propina e o saldo permaneceria na instituição.
O caminho até Padilha teria começado com Hamilton Buzelin, antigo executivo do Banco Máxima, que procurou Vorcaro para tentar remarcar a reunião cancelada. Buzelin encontrou o banqueiro em São Paulo em 28 de fevereiro de 2024 e pediu que ele falasse antes com Júlio, pois havia novo encontro marcado para 1º de março. Esse movimento conduziu Vorcaro ao consultor, responsável por viabilizar a reunião com Padilha no Palácio do Planalto, realizada em 1º de março de 2024.
Em um áudio de maio de 2024, Júlio Cezar afirma ao banqueiro que tentaria antecipar um encontro com Henrique Jäger, então presidente da Petros,. Padilha havia negado qualquer irregularidade depois das primeiras mensagens divulgadas pela Veja e classificou como "farsa" as alegações sobre propina.
Ilustração gerada por IA (FLUX-2-klein-9b-base)
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Como cada veículo contou
O mesmo fato visto de 1 posição. As manchetes abaixo são as originais; a apuração é de cada veículo.
- Nativo digital 1
Nenhum destes veículos tem linha editorial documentada pela redação ainda.
