Incêndios reduzem capacidade da Amazônia de absorver carbono, aponta estudo
Pesquisa da Universidade de Exeter aponta que queimadas danificam folhas e comprometem a absorção de CO2 pela floresta.

- Estudo britânico liga os incêndios à perda de absorção de carbono na Amazônia.
- As queimadas elevam o ozônio em baixas altitudes, que danifica as folhas.
- As secas de 1998, 2016 e 2024 coincidiram com episódios de El Niño.
Cientistas da Universidade de Exeter, na Inglaterra, apontam que o fogo está enfraquecendo o papel da floresta amazônica de retirar gás carbônico do ar. Segundo a pesquisa, o prejuízo causado pelas queimadas não se limita às chamas nem às árvores diretamente atingidas.
De acordo com o estudo, os incêndios liberam CO2 não apenas durante a combustão. Eles também favorecem a formação de ozônio em baixas altitudes, um poluente que machuca a folhagem das árvores remanescentes e as impede de seguir capturando carbono.
A deterioração tende a piorar quando a estiagem é severa. O trabalho lembra que três das maiores secas vistas na Amazônia em 30 anos aconteceram em 1998, 2016 e 2024, todas em anos de El Niño.
Como o fenômeno se fortalece agora, podendo estar entre os episódios mais fortes já medidos, os autores temem um salto na quantidade de carbono acumulada na atmosfera.
Imagem: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação from Brasília - DF, Brasil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
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