FMI diz que investimento em IA sustenta crescimento mundial em torno de 3%
Kristalina Georgieva afirma que a tecnologia também pode abalar empregos, tributação e educação. O Fundo divulga a atualização das projeções na terça-feira (13).

- Georgieva afirmou que o investimento em IA mantém o crescimento mundial em torno de 3%, apesar do choque de energia.
- O FMI estima que cerca de 40% dos empregos serão afetados pela IA, índice que chega a 60% nas economias avançadas.
- O Fundo divulga a atualização das previsões na terça-feira (13), durante as reuniões com o Banco Mundial.
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou nesta segunda-feira (12) que o forte investimento em infraestrutura de inteligência artificial mantém o crescimento global em torno de 3%, com ganhos expressivos para a Ásia. Ela falou a participantes do primeiro dia das reuniões semanais do FMI e do Banco Mundial, na capital da Tailândia, segundo a CNN Brasil.
Georgieva disse que o movimento sustenta a economia mundial mesmo com o choque no fornecimento de energia. Na avaliação dela, o boom de investimentos pode somar de meio a um ponto percentual ao crescimento das economias asiáticas avançadas e de 0,2 a 0,8 ponto percentual ao das emergentes da região. Em julho, o Fundo previu expansão global de 3% em 2026.
A dirigente também alertou para um "tsunami de movimento lento" que pode perturbar mercados de trabalho, tributação e educação. Levantamentos do FMI indicam que a IA vai melhorar, piorar ou extinguir cerca de 40% dos empregos, proporção que chega a 60% nas economias avançadas. Um estudo inicial apontou que 10% das vagas nos Estados Unidos já pedem habilidades em IA.
Segundo ela, os empregos rotineiros e repetitivos estão diminuindo, enquanto crescem vagas de baixa remuneração em construção civil e data centers. A mudança esperada do trabalho para o capital também deve afetar a forma como os governos arrecadam impostos.
Cerca de 18 mil pessoas são esperadas no encontro, com autoridades dos 191 países-membros. Vários ministros das Finanças não devem viajar para tratar de prioridades internas, entre eles o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e os ministros da Espanha, do Canadá e da Índia.
Imagem: World Bank Group/ Grant Ellis / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
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