BioNTech confirma o fechamento de três fábricas na Alemanha
Cerca de 1.800 funcionários serão afetados. A empresa diz que não conseguiu vender as unidades e projeta economia de 500 milhões de euros ao ano a partir de 2029.
O fechamento foi confirmado em 28 de setembro de 2026, segundo o texto original.

- A BioNTech vai fechar as fábricas de Tübingen, Marburg e Idar-Oberstein entre o fim de 2027 e o fim de 2028, afetando cerca de 1.800 pessoas.
- A empresa diz que não conseguiu vender as unidades e projeta poupar 500 milhões de euros anuais a partir de 2029.
- Entre janeiro e junho de 2026 a empresa perdeu 1,35 bilhão de euros, e os fundadores devem deixar a companhia até o fim do ano.
A BioNTech, empresa de biotecnologia da Alemanha, informou que vai fechar três unidades no país, o que deve afetar cerca de 1.800 funcionários. A confirmação é de 28 de setembro de 2026. Pelo cronograma da companhia, Tübingen encerra as atividades ao fim de 2027, Marburg no começo de 2028 e Idar-Oberstein ao fim de 2028. Os dados constam de texto da Deutsche Welle, adaptado pelo Poder360.
Em maio, a BioNTech já tinha dito que sairia da produção de vacinas contra a covid-19 na Alemanha, repassando-a à americana Pfizer, sua parceira. Na ocasião, afirmou que estudaria vender as fábricas para amenizar os cortes de pessoal. Agora, diz que não conseguiu fazê-lo, principalmente pelo momento adverso para negócios e investimentos.
Com a reestruturação, a empresa, que tem sede em Mainz, espera poupar cerca de 500 milhões de euros anuais a partir de 2029 e usar o valor em novos remédios contra o câncer. A unidade de Tübingen é a base da CureVac, rival na corrida pela vacina contra a covid-19, cuja aquisição foi anunciada no verão europeu de 2025.
A BioNTech foi a primeira a ter uma vacina contra a covid-19 autorizada para venda, junto com a Pfizer, e ganhou bilhões de euros com isso. A procura pelo imunizante caiu nos últimos anos, e não há outro produto aprovado da empresa. Entre janeiro e junho de 2026, ela perdeu 1,35 bilhão de euros, contra perda de 802,4 milhões no mesmo intervalo de 2025.
Os fundadores, Uğur Şahin e Özlem Türeci, devem deixar a companhia até o fim de 2026 para criar a Arife, também em Mainz, voltada à próxima geração de medicamentos de mRNA, e seguir como acionistas. Guido Oelkers, que liderava a sueca Swedish Orphan Biovitrum, sucede Şahin na presidência antes de 1º de fevereiro de 2027.
Imagem: Coolcaesar / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
E você, o que achou?
0 reaçõesSua reação é secreta: ninguém vê quem reagiu, só os totais.
Como cada veículo contou
O mesmo fato visto de 1 posição. As manchetes abaixo são as originais; a apuração é de cada veículo.
- Nativo digital 1
Nenhum destes veículos tem linha editorial documentada pela redação ainda.
