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domingo, 11 de outubro de 2026
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Educação Educação básica Rio de Janeiro (RJ)

Ex-usuária de crack conclui o ensino médio pelo Encceja aos 34 anos

Thais Barbosa viveu 12 anos nas ruas e foi aprovada na prova depois de dois anos sem a nota mínima em matemática; mais de 40% dos adultos não concluíram a educação básica.

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O texto trata de dependência química e de vida nas ruas.

Em 30 segundos
  • Thais Barbosa, de 34 anos, obteve neste ano o diploma do ensino médio pelo Encceja.
  • Ela diz ter passado 12 anos nas ruas como usuária de crack, desde os 13.
  • Em 2025, mais de 40% dos brasileiros de 25 anos ou mais não haviam completado a educação básica, aponta o IBGE.

Thais Barbosa, de 34 anos, obteve neste ano o diploma do ensino médio pelo Encceja, exame nacional para jovens e adultos que não se formaram na idade esperada, segundo reportagem do g1. Aos 13 anos, ela abandonou o colégio público que frequentava na Zona Norte carioca e, conforme contou, passou 12 anos nas ruas como usuária de crack.

Ainda na fase crítica do vício, Thais conheceu o marido e engravidou. Juntos, os dois traçaram um plano de recomeço que tinha a educação como eixo: ela queria uma qualificação para conseguir emprego e ter moradia estável e segura.

Na primeira vez que fez o Encceja, ela alcançou a pontuação do certificado do ensino fundamental e passou a trabalhar como camareira e arrumadeira. No ensino médio, prestou a prova por dois anos sem atingir o mínimo de acertos em matemática. Neste ano, depois de estudar com vídeos do YouTube, foi aprovada.

Para Thais, a mudança depende de decisão própria. "Você precisa colocar na sua cabeça que não quer mais voltar para aquela vida", afirma. Agora ela procura vaga no mercado de trabalho, mesmo sem experiência registrada no currículo, e diz que só precisa de uma chance.

O g1 lembra que, em 2025, passavam de 40% os brasileiros de 25 anos ou mais sem a educação básica completa, e cerca de 30% nem haviam terminado o ensino fundamental, segundo a Pnad Contínua, do IBGE.

A reportagem também ouviu Luiz Ferreira Filho Tarcha, de 57 anos, que trabalhou décadas na manutenção de antenas de TV. Expulso de casa aos 14, ele parou de estudar na sexta série e agora, em Piancó, no sertão da Paraíba, se prepara para o Encceja. "Nada vai me fazer desistir de completar os estudos", diz.

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Origem
  • Tradicional 1
Linha editorial

Nenhum destes veículos tem linha editorial documentada pela redação ainda.

Como classificamos as fontes
  1. g1Tradicional Do vício em crack ao diploma — a história de quem usou a educação para se reerguer
Como fazemos as notícias

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