Estudo do Reino Unido associa ansiedade social a notas baixas e isolamento
Pesquisa da University of Chichester aponta que mais de 20% dos universitários convivem com o problema; especialista vê aumento ligado a smartphones e trabalho remoto.
O tema é saúde mental; quem sentir sofrimento deve procurar um profissional de saúde.

- Pesquisa da University of Chichester indica que mais de 20% dos universitários têm ansiedade social em algum momento.
- O estudo relaciona a condição a notas mais baixas, relações mais frágeis e isolamento.
- Neil Greening diz que smartphones e trabalho remoto reduzem as interações sociais e aumentam a ansiedade.
Pesquisa da University of Chichester, do Reino Unido, aponta que mais de 20% dos universitários convivem com ansiedade social em algum momento do curso. O estudo encontrou relação entre a condição e notas mais baixas, relacionamentos mais frágeis e isolamento dos alunos, segundo reportagem da BBC News Brasil.
A reportagem conta o caso de Mary, nome fictício, hoje com 25 anos. Na adolescência, ela passou a sentir ansiedade em situações sociais, desenvolveu depressão e se afastou da escola por um período. Na Universidade de Exeter, evitou grupos e, segundo seu relato, não fez amigos durante a graduação. Ela recebeu o diagnóstico de transtorno de ansiedade social, que, segundo o texto, atinge até 12% da população em algum período da vida.
Mary descreve a experiência como se estivesse fora do corpo: calor no rosto, formigamento nas mãos e dificuldade para formar palavras diante de pessoas novas. Depois dos encontros, costumava sentir vergonha intensa e a impressão de ter feito algo errado.
Neil Greening, que comanda a entidade britânica Aliança para a Ansiedade Social, diz que quem convive com o problema costuma achar que tem falhas de personalidade, em vez de enxergar uma condição reconhecível e tratável. Ele afirma que um pouco de timidez diante de pessoas novas ou de uma entrevista de emprego é normal, e que a ansiedade social passa a ser um problema quando impede a pessoa de agir.
Greening também diz haver indícios de que o quadro está mais frequente e aponta o uso crescente de smartphones e o trabalho remoto como fatores que reduzem as interações sociais e elevam a ansiedade. A reportagem reúne ainda orientações de especialistas para estudantes em qualquer etapa do curso.
Imagem: Fer.nanda García / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
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